O vereador e líder da oposição na Câmara de Caruaru, delegado Erick Lessa (Republicanos), repercutiu na tribuna da Casa, durante a 29ª Sessão Ordinária, a situação enfrentada por servidores do Estado que dependem do Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado (Sassepe).
O parlamentar embasou suas críticas a partir de uma reportagem do Jornal do Commercio que abordava o tema. Segundo Lessa, em Caruaru há escassez de prestadores de serviço, e, por exemplo, pacientes de hemodiálise ficam sem assistência emergencial.
“Quando a gente fala do Hospital dos Servidores de Pernambuco o cenário ainda é extremamente delicado. Tem uma sobrecarga grandiosa na emergência, um tempo de espera de aproximadamente 45 dias em média para uma consulta, e esse problema não é de agora”, cravou o parlamentar. “Aqui em Caruaru, que infelizmente o hospital Santa Efigênia, onde os servidores públicos do Estado de Pernambuco eram lá atendidos, estava sem credenciamento, porque havia uma dívida acumulada, à época, de 16 milhões de reais”, completou o vereador.
Lessa também comentou a necessidade de pacientes se deslocarem até a capital pernambucana para terem acesso ao atendimento. “E imagine o desgaste de se deslocarem para o Recife para poder fazer a hemodiálise. É um ambiente extremamente delicado que a gente está vivendo para servidor público do Estado de Pernambuco no que diz respeito ao (Sassepe)”, disse.
Conforme apuração do JC, a diretora da Assepe, Florentina Cabral, afirma que a crise decorre da falta de investimentos e da imposição de cotas mensais aos prestadores.
O outro lado
O Governo do Estado nega a redução da rede e diz que não existem cotas por beneficiário, embora reconheça deficiências em determinadas especialidades e regiões. Segundo o Sassepe, a prestação do serviço também depende da adesão de empresas prestadoras.
Apesar da entrega do Hospital da Mulher do Agreste no início do mês, com investimento total de R$ 84,8 milhões, a saúde continua sendo um grande gargalo para o governo Raquel.






