O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, entregou nesta quarta-feira (26) um ofício à governadora Raquel Lyra solicitando formalmente o envio da Força Nacional ao município. No documento, o gestor também propõe a criação de uma força-tarefa com atuação conjunta de policiais civis federais e estaduais para enfrentamento da violência.
O pedido foi motivado pelo avanço dos índices de homicídios registrados na cidade. Segundo dados oficiais, o Cabo contabilizou 17 assassinatos em maio deste ano — aumento de 21,4% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram 14. De janeiro até maio, foram 68 mortes violentas. Somente nos primeiros dias de junho, até esta terça-feira (24), a cidade já soma 13 homicídios.
“Nossa gente virou refém da falta de policiamento e de políticas estaduais que nos ajudem a combater a violência. O 18º Batalhão da Polícia Militar, que atende Ipojuca e Cabo, conta com cerca de 320 policiais. Isso dá uma média de um policial para cada mil habitantes. É muito pouco”, disse o prefeito Lula Cabral.
O Cabo de Santo Agostinho tem adotado medidas de segurança cidadã em nível local, mas a gestão municipal argumenta que a ausência de reforço por parte do Governo de Pernambuco tem dificultado o enfrentamento ao problema.
De acordo com o protocolo, para que a Força Nacional atue em um município, é necessário que o governo do estado encaminhe o pedido ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), responsável pela liberação do efetivo federal.







