Por Yan Lucca, editor deste Blog.
Dando uma pausa nos assuntos políticos, fica aqui o registro do Blog do Yan sobre o São João de Caruaru deste ano. Que a Capital do Agreste sempre entrega uma bela festividade junina, isto é um fato. Mas, com surpreendentes 65 dias de festas e mais de 1.400 atrações espalhadas por 14 polos culturais, não poderia deixar passar batido o excelente trabalho da gestão Rodrigo Pinheiro em conjunto com a Fundação de Cultura de Caruaru, presidida por Hérlon Cavalcanti e ao Comitê Gestor do São João de Caruaru, presidido pelo secretário de Articulação Política, Anderson Luiz.
Diferente de edições anteriores, o São João de Caruaru começou em 25 de abril com a realização da “Caravana do São João da Roça”. Antes promovida paralelamente aos grandes polos do centro, a iniciativa passou a integrar oficialmente a abertura dos festejos. A descentralização da programação teve impacto significativo e notável, ao valorizar as manifestações culturais locais e garantir um espaço específico dedicado à Zona Rural de Caruaru.

No total foram 13 comunidades que receberam a caravana: Sítio Lajes, Vila Rafael, Malhada de Barreira Queimada, Sítio Juá, Gonçalves Ferreira, Peladas, Murici, Pau Santo, Xicuru, Cachoeira Seca, Terra Vermelha, Serrote dos Bois. A cultura nordestina e a tradição pairou sobre toda cidade.
Quando partimos para o centro, onde se concentrava grandes polos como o Camarão, Azulão, além do próprio Pátio de Eventos, o destaque foi para a organização. Na estação ferroviária, tradicional ponto da cidade, além dos polos, muitos stands de empresas privadas promoviam jogos, dinâmicas e ao término davam mimos personalizados aos participantes, o que tornava a experiência ainda mais imersiva e envolvente.

Li em O Globo, uma reportagem do jornalista Marcelo Remigio, com a chamada “São João da ostentação: mesmo em crise, cidades do Nordeste gastam milhões com festas juninas” e quis lembrar ao respeitável colega que no Nordeste concentra-se ricas e significativas manifestações culturais que, quando bem executadas, tornam-se um motor central da economia dos municípios.
A crítica aos valores elevados dos cachês são válidas, sobretudo quando temos municípios em falta com questões básicas. Mas não devemos ser demagogos.
Para uma cidade como Caruaru que passa o ano articulando e pensando no São João do ano seguinte, a festa é mais do que uma celebração cultural. Em 2024, mais de 3,5 milhões de pessoas transitaram pela cidade nos dias de festa, o que resultou em 100% de ocupação das redes de hotel e uma injeção financeira incalculável na economia local. Este ano, mesmo sem os números oficiais, não foi diferente.
As comidas gigantes, as tradicionais feiras e a cultura exalada por Caruaru são grandes atrativos turísticos que geram bons resultados para o município que vive um momento de expansão econômica.
Quando o assunto é valorização dos artistas da terra, críticas todos os anos surgem, mas vamos aos dados: de acordo com a prefeitura, este ano, do total de atrações, 83% dos artistas cantaram forró e 79% são artistas caruaruenses. Sobre os ritmos da festa, aceita-se o fato de que o São João de Caruaru tornou-se com maestria uma festa plural, multicultural e até inter-religiosa (noites de programação católica e evangélica), com MPB, Rock e até frevo, além, claro, dos tradicionais ritmos. Tem para todo gosto.
Este ano, outra boa novidade, foi a volta das tradicionais drilhas, um tipo de “Carnaval fora de época”, com trios elétricos pela principal avenida da cidade comandadas pelo Rei Elifas Júnior, Claudia Leitte e o grupo Juntô, resgataram da memória afetiva dos caruaruenses que prestigiaram o movimento no fim da década de 80 até a última edição em 2013, um sentimento único. Aqui deixo registrado o elogio ao brilhante trabalho de Vital Florêncio, Secretário de Serviços Públicos, que garantiu toda organização e limpeza, em uma logística impecável, para garantir que no outro dia não houvesse nenhum impedimento para quem precisasse passar pela Av. Agamenon Magalhães.

A festa vai chegando ao fim, mas o recado foi dado: o São João de Caruaru segue vivo e cada vez mais rico! De fazenda à capital do São João, viva! É por isso que Caruaru é Capital do Forró!







