A primeira vez que ouvi o nome e música de João do Pife foi na icônica faixa “Festa do Casamento”, do humorista Luiz Jacinto Silva, nosso icônico caruaruense Coronel Ludugero (1929 – 1970). Na esquete em áudio, estilo rádio-teatro, o Coronel está casando sua filha mais nova, Trubana com seu secretário e assistente fiel, Otrópe. Ao término da cerimônia, o coronel chama o Mestre João do Pife para tocar um bom arrasta-pé para celebrar o matrimônio.
Neste dia 28, último dia das festividades juninas, enquanto nos despedíamos do São João de Caruaru, encontro, no polo Sebastião Baiano, uma concentração de pessoas, aparentemente de todos os cantos do Brasil e até estrangeiros, dançando ao som do pife do mestre João. A cena emocionou e nem a garoa na véspera de São Pedro me fez sair de lá.

Ao término da apresentação comprei um pife, fabricado e assinado pelo icônico mestre, e pude ter um momento com ele, rápido, mas que certamente ficará gravado em minha memória. Afinal, não é todo dia que nos encontramos com um patrimônio vivo da nossa cultura. E me comprometi com ele em aprender a tocar o instrumento que é tão nosso.
Não se pode falar da música caruaruense, tampouco pernambucana, sem contar da brilhante contribuição de João Alfredo Marques dos Santos que no auge dos seus 82 anos segue encantando e espalhando a nossa cultura Brasil afora.
Em um país que tem uma enorme dificuldade de valorizar os seus patrimônios, toda reverência a mestre João do Pife ainda é pouca diante do que se deve ter por ele e por sua história de dedicação a cultura popular. Viva, João do Pife!







