Em rota de colisão com Raquel Lyra (PSD), o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (PSDB), não deixou passar batido as críticas públicas feitas pela governadora a Casa Legislativa quanto ao suposto atraso na aprovação de autorização de novos empréstimos por parte do executivo estadual.
A gestora, desde a semana passada, intensificou as críticas a Alepe em suas redes sociais, compartilhando recortes de falas em eventos oficiais. A de maior destaque foi durante um anúncio no Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape), onde, dirigindo-se ao diretor da unidade, Ricardo Lima, e à reitora da Universidade de Pernambuco (UPE), Socorro Cavalcanti, Raquel repercutiu as falas da oposição que alegam falta de transparência quanto ao uso dos recursos aprovados anteriormente.
“Estão questionando se a gente tem capacidade de entrega, se tem capacidade de execução, em quê esse dinheiro está sendo gasto. Diga a eles que são 37 milhões aqui (investidos). Que estou garantindo o dinheiro dos equipamentos. Que já pode começar a contratar seus engenheiros clínicos para a gente entregar essa obra. Diga que nós vamos construir um novo campus da UPE lá de Caruaru, que vamos reformar ali o nosso hospital Oswaldo Cruz, vamos sonhar com o prédio novo, que a gente vai fazer um novo (hospital) Getúlio Vargas”, disse a governadora.
A nova provocação feita, desta vez em evento na Mata Norte do Estado onde cumpriu agenda nesta terça-feira (08), Raquel pediu para que não atrapalhassem o desenvolvimento do estado.
Em suas redes sociais, o presidente da Casa subiu o tom nas críticas, alegando que a governadora estaria supostamente “terceirizando” a responsabilidade “pela ineficiência da máquina estadual”, cravou.
“[Raquel] tem procurado, através de narrativas cotidianas, transferir para a Assembleia Legislativa de Pernambuco, o pesado ônus do Estado ter que conviver com uma gestão inoperante, que não consegue fazer as entregas prometidas que tanto a população espera e precisa”, completou.
No vídeo, Porto também presta contas de empréstimos que já foram aprovados pela Casa na ordem de R$ 9 bilhões e 200 milhões e que não foram contratados pelo governo. Nos cálculos apresentados por Álvaro, do total, apenas R$ 3 bilhões e 500 milhões foram contratados e o Estado só conseguiu liberar R$ 1 bilhão e 400 milhões.
“Diante disso, é de se questionar à Sra. Governadora: qual foi a obra que deixou de ser feita no Estado por falta de recursos de créditos aprovados pela Alepe? Qual a obra paralisada que possa ser atribuída à Alepe a responsabilidade pela sua interrupção?”, questionou.






