Foto: Ricardo Stuckert
A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu para 53%, segundo a pesquisa Quaest/Genial Investimentos divulgada nesta quarta-feira (16). O índice representa uma oscilação de quatro pontos percentuais para baixo em relação ao levantamento anterior, realizado em junho. A aprovação, por sua vez, subiu para 43%, três pontos a mais do que o registrado no último mês. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Com isso, a diferença entre os dois indicadores caiu de 17 para 10 pontos, a menor desde janeiro de 2025, quando havia empate técnico entre aprovação e rejeição. Apesar disso, o presidente ainda é mais desaprovado do que aprovado pela maioria dos brasileiros.
A avaliação positiva do governo também subiu para 28%, enquanto a negativa recuou para 40%, apontando leve melhora na percepção do eleitorado sobre a gestão federal.
Avanço entre segmentos estratégicos
Os dados revelam que a recuperação se dá principalmente entre eleitores da classe média e com maior escolaridade, além de registrar melhora em regiões-chave como o Sudeste.
Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, a reversão parcial da tendência de queda se dá por uma mudança na agenda pública. “A recuperação do governo aconteceu entre quem é de classe média, que tem alta escolaridade, no Sudeste. São os segmentos mais informados da população (…), que consideram que Lula está agindo de forma correta até aqui”, avaliou. Para ele, o Planalto conseguiu mobilizar setores médios com a pauta de taxação de super-ricos, o que, segundo ele, “dividiu a direita e unificou a esquerda”.
Avaliação por região e perfil
- Sudeste: desaprovação caiu de 64% para 56%; aprovação subiu de 32% para 40%.
- Sul: a desaprovação se manteve alta (61%), com aprovação em 35%.
- Centro-Oeste e Norte: aprovação oscilou de 42% para 40%; desaprovação manteve-se em 55%.
- Nordeste: permanece como base de apoio mais sólida, com 53% de aprovação e 44% de rejeição.
Gênero e faixa etária
- Mulheres: melhora no índice de aprovação, que passou de 42% para 46%, com rejeição em 49%.
- Homens: rejeição ainda elevada (58%), com 39% de aprovação.
- Faixa etária 35-59 anos: rejeição caiu de 59% para 52%; aprovação subiu de 38% para 44%.
- Jovens (16-34 anos): 58% desaprovam, enquanto 38% aprovam.
- 60 anos ou mais: empate técnico, com 48% de aprovação e 46% de rejeição.
Escolaridade e renda
- Ensino superior completo: aprovação subiu de 33% para 45%; desaprovação caiu de 64% para 53%.
- Ensino médio: desaprovação de 62%; aprovação caiu de 37% para 35%.
- Renda de 2 a 5 salários mínimos: diferença caiu de 19 para 9 pontos percentuais.
- Até 2 salários mínimos: empate técnico — 49% aprovam e 46% desaprovam.
- Acima de 5 salários mínimos: rejeição de 61%; aprovação em 37%.
Religião e Bolsa Família
- Católicos: 51% aprovam e 45% desaprovam.
- Evangélicos: 69% desaprovam, 28% aprovam.
- Beneficiários do Bolsa Família: 50% aprovam e 45% desaprovam.
- Quem não recebe: 55% desaprovam; 41% aprovam.
Avaliação geral do governo
- Positiva: 28% (eram 26%)
- Negativa: 40% (eram 43%)
- Regular: 28%
- Não sabe/não respondeu: 4%
Percepções sobre economia e política externa
A pesquisa também mediu percepções sobre a economia e o embate com os EUA. 79% dos entrevistados disseram que o tarifaço anunciado pelo ex-presidente Donald Trump contra o Brasil prejudicará suas vidas ou de suas famílias. Além disso, 72% afirmam que Trump está errado ao impor as tarifas em meio ao discurso de perseguição política contra Bolsonaro.
Sobre a economia:
- 46% avaliam que piorou nos últimos 12 meses
- 21% acreditam que melhorou
- 35% acham que vai melhorar; 43% esperam piora
A pesquisa foi feita entre os dias 10 e 14 de julho, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, em todos os estados. O nível de confiança é de 95%.
Com informações do G1.







