Foto: Isac Nóbrega/PR
O racha no PL-PE ganhou novos contornos nesta quinta-feira (17), após o ex-presidente Jair Bolsonaro reafirmar o seu apoio a Gilson Machado como candidato ao Senado pela sigla em 2026.
A declaração foi dada durante coletiva de imprensa convocada pelo próprio Bolsonaro na frente do Senado Federal para tratar sobre a ação penal que corre no STF sobre a suposta tentativa de golpe de estado.
Quando questionado sobre a formação das chapas para a corrida de 26, Bolsonaro foi categórico ao expressar que sua prioridade é eleger o máximo de aliados para a Casa Alta e citou suas indicações. “Há um interesse nosso enorme nas eleições para o Senado. Nós queremos um Senado forte para equilibrar os Poderes. […] Se depender de mim, é Gilson em Pernambuco”, declarou, citando outros possíveis nomes apoiados por ele, como seu filho, Flávio Bolsonaro, no Rio de Janeiro, enquanto Carlos Bolsonaro vai para Santa Catarina.
O endosso ao nome de Gilson não é novidade, em outras ocasiões Bolsonaro já havia reforçado o apoio ao ex-ministro.
Mas, as declarações chegam justo na semana em que o presidente do PL-PE, o ex-prefeito de Jaboatão Anderson Ferreira, escalou o tom em críticas a Gilson. Até aqui, vale salientar, Anderson também se coloca como pré-candidato do partido ao Senado, mirando uma direita menos radical.
Divisão interna se arrastava desde 2024
Em entrevista, Ferreira chegou a chamar Machado de “corvo negro”, numa alusão ao suposto desgaste causado por Gilson na sigla estadual. O conflito interno do partido não é novidade para quem acompanha a política estadual e já em 2024 dava sinais bem evidentes.
Para aliados do alto escalão bolsonarista, a notícia caiu como “um balde de água fria para os Ferreira que mostram não se identificarem com a pauta do maior líder da Direita”.







