Foto 1: Câmara do Recife | Foto 2: Roberta Soares / Alepe
Nos últimos dias, pelas redes sociais, lideranças da direita brasileira estão se mobilizando em uma convocação para o próximo dia 3 de agosto, em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e também em reação às medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes ao ex-mandatário.
Pelo Brasil, diversas lideranças articulam encontros para reforçar um pleito antigo do grupo: o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes. Além de agosto, outro encontro está sendo planejado também para setembro deste ano, no dia 7, data simbólica para o bolsonarismo. No último domingo (20), em diversas cidades, já se observavam concentrações e protestos.
No Recife, capital pernambucana, a direita se articula para uma concentração em Boa Viagem, zona sul, a partir das 14h. Uma das vozes mais relevantes do bolsonarismo, o vereador Gilson Machado Filho (PL), filho do ex-ministro Gilson Machado, pelas redes sociais, classificou o momento como “delicado para o país” e reforçou a união da direita na luta “pela liberdade, sem censura e sem perseguições”, disse.
Uma das lideranças da direita recifense, Wendel Luiz, do partido Novo, comentou sobre os atos previstos para acontecer. “Não estamos indo às ruas por causa de um político. Estamos indo porque a liberdade de todos nós está em risco. A tornozeleira em Bolsonaro é o aviso: quem pensa diferente será silenciado. Hoje é com a direita. Amanhã será com os cristãos, com qualquer um que ouse questionar esse regime. Estamos diante de uma ditadura disfarçada de democracia, e precisamos reagir enquanto ainda podemos falar”, disse.
Outro nome conhecido da direita pernambucana, o deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL), também usou as redes sociais, reforçando o pedido para a direita usar a camisa do Brasil e exibir a bandeira brasileira. Logo em seguida, o deputado publicou um vídeo direto do aeroporto, informando que interrompeu o seu recesso parlamentar para ir até Brasília, visando se reunir com as lideranças do PL e deliberar ações para os próximos dias.
O clima é de tensão também no Congresso Nacional. Nesta terça-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), publicou um ato proibindo a convocação de comissões da Casa até o dia 1º de agosto, o que desarticulou uma reunião das Comissões de Segurança Pública e Relações Exteriores convocadas por deputados bolsonaristas.
A medida não foi vista com bons olhos pelo grupo. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) chegou a publicar no X (ex-Twitter): “Pra impedir parlamentar de falar é sempre tudo muito rápido.”
No começo da semana, Bolsonaro esteve na Câmara e exibiu pela primeira vez a sua tornozeleira eletrônica, confrontando uma das medidas impostas por Moraes, que proibiu o ex-presidente de se manifestar nas redes sociais.
Avaliação de Alexandre de Moraes
No começo da semana, este blog registrou os números divulgados pela Quaest sobre as impressões dos entrevistados em relação ao ministro Alexandre de Moraes. O resultado pode ser conferido por aqui.







