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Diante do risco de perdas bilionárias com a nova política tarifária dos Estados Unidos sobre frutas brasileiras, o prefeito de Petrolina, Simão Durando, se reuniu nesta quarta-feira (23) com o Sindicato dos Produtores Rurais da cidade. O encontro teve como foco discutir os impactos da medida para a economia do Vale do São Francisco e buscar alternativas para evitar prejuízos ao setor.
A fruticultura irrigada da região, voltada especialmente ao cultivo de uva e manga, movimenta mais de 120 mil empregos diretos e indiretos. Só para os EUA, já estavam reservadas cerca de 50 mil toneladas dessas frutas para embarque em agosto — carga que representa quase R$ 500 milhões em exportações.
A taxação de 50% anunciada pelo governo americano pode inviabilizar os embarques, o que levou os produtores a solicitarem apoio de Simão Durando, que também atua como secretário de fruticultura da Frente Nacional de Prefeitos. “O Vale do São Francisco alimenta o mundo com frutas de qualidade e gera milhares de empregos diretos e indiretos. Não podemos aceitar que produtores sejam penalizados com taxas injustas que ameaçam a sobrevivência do setor”, declarou o prefeito.
Entre as sugestões apresentadas ao gestor, estão a negociação de volumes previamente embarcados com manutenção das taxas atuais até o fim do ano, ou ainda a definição urgente de cotas de exportação para evitar o cancelamento de remessas já programadas.
Simão Durando prometeu articular apoio de prefeitos, deputados e da governadora Raquel Lyra, com o objetivo de mobilizar lideranças em torno da pauta. “Vamos unir forças e lutar para manter nossa produção forte, competitiva e valorizada”, afirmou.
Em 2023, as exportações de frutas do Vale ultrapassaram R$ 4 bilhões, e a estimativa para 2025 era de R$ 5 bilhões. O mercado norte-americano é um dos principais destinos da produção da região, ao lado da Europa. Atualmente, mais de 90% das exportações brasileiras de uva e manga saem do Vale do São Francisco.






