Foto: Reprodução / Redes Sociais

Por Yan Lucca *

Como sempre lembrado neste Blog e nas colunas deste repórter, desde as últimas eleições e nas vindouras, mais do que nunca, os futuros postulantes devem ter o mundo digital como importante aliado na construção de narrativas e, claro, de suas campanhas.

Alguns partidos e políticos tardiamente entenderam esta necessidade, mas, como dizem: “antes tarde do que nunca”. Na semana passada, este blog registrou o crescimento da bancada digital na Câmara do Recife, expondo uma nova lógica da política conectada às redes. O conteúdo teve uma boa adesão de políticos e rendeu bons feedbacks.

Com os novos conceitos de mídia, Internet 2.0 e a urgência de bons storytellings, cabe agora aos políticos aderirem a esta prática, visto que, com o advento da modernidade, o conceito de capilaridade política também perpassa pela quantidade de seguidores e por quanto o seu conteúdo engaja em uma determinada rede.

Nesta quinta-feira (25), o ex-vereador Ivan Moraes iniciou um quadro em suas redes sociais, com um tipo de “react” a comentários de apoiadores de sua pré-candidatura ao Governo do Estado. O tipo de conteúdo serve não apenas para gerar engajamento, mas para promover uma aproximação com os seus eleitores, o que é indispensável. Eleição não é mais só no “corpo a corpo”.

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Este tipo de prática na política, com uma visão 360º, é novidade. Ainda temos muitas figuras e lideranças apostando nas postagens estáticas, que até podem produzir boa aderência, mas não geram o “diferencial”. Um caso peculiar de como as redes são vistas como essa ferramenta capaz de decidir o futuro de nações são as imposições do ministro Alexandre de Moraes ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que o distanciam das redes, estando sujeito a punições em caso de descumprimento.

O mesmo ministro, em 2024, durante as eleições municipais, tirou o X (ex-Twitter) do ar em todo o Brasil por cerca de 20 dias, entre 31 de agosto e 19 de setembro de 2024. Para os bons observadores, a atitude não só foi uma resposta ao descumprimento de ordens judiciais para bloquear perfis acusados de disseminar desinformação e ataques às instituições democráticas, mas uma possível estratégia para evitar e contornar eventuais danos à lisura das eleições.

Outro político pernambucano que está ganhando destaque nas redes é o pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (UB), que, além de participar de trends, busca sempre promover conteúdos próximos aos seus seguidores, também respondendo perguntas no quadro denominado “Fala, Miguel”.

O próprio prefeito do Recife, João Campos (PSB), que tem suas estratégias digitais copiadas por todo o Brasil, em entrevista ao podcast Reconversa, do jornalista Reinaldo Azevedo e do advogado Walfrido Warde, foi categórico, quando afirmou que o Governo Federal deve ter um profissional de UX, de experiência do usuário, para garantir sempre entregas intuitivas, agradáveis e eficazes.

Em outras palavras, cabe, em 2026, boas reflexões por parte daqueles que almejam cargos eletivos quanto às estratégias digitais aderidas. Isto pode decidir eleições.

Yan Lucca é editor deste Blog.

O conteúdo deste artigo reflete a apuração e a análise do autor, não representando necessariamente a opinião do Blog do Yan.

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