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O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) acionou a Justiça para tentar suspender a licitação do Governo do Estado que prevê a compra de smartphones do tipo iPhone e chips para uso institucional. O contrato, orçado em R$ 137 milhões, é alvo de críticas da entidade, que questiona a destinação dos recursos públicos em meio ao cenário de atrasos salariais e dificuldades enfrentadas pela categoria.
Entre os principais pontos de contestação estão o não pagamento do PJES de junho, o sumiço de informações sobre o PASEP, o atraso no repasse dos auxílios transporte e uniforme, e os processos de aposentadoria parados há meses. Para o sindicato, o investimento previsto na compra de aparelhos de ponta revela uma inversão de prioridades.
Segundo o Sinpol, a justificativa do Executivo para a compra é a necessidade de reforçar o serviço público no contexto da pandemia de Covid-19. Ocorre que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o fim da emergência sanitária em 2023, o que, para a entidade, torna o argumento sem sustentação. “Um acinte ao povo pernambucano que vive refém da violência e aos policiais que sacrificam seu tempo, suas famílias e suas vidas pela paz social”, afirma a nota do sindicato.
A direção do Sinpol também critica a postura do governo Raquel Lyra (PSDB) diante das pautas da categoria. “Apesar dos quase 3 anos do atual governo, a falta de diálogo persiste e reuniões solicitadas com a governadora Raquel Lyra, PGE e Secretárias de Defesa Social e Administração sequer foram agendadas”, alega o sindicato.
Como parte da mobilização, a entidade convoca os policiais civis a participarem da audiência pública marcada para o próximo 12 de agosto, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Na ocasião, será apresentada a minuta do Projeto de Lei da Lei Orgânica da categoria, com participação das entidades representativas da Polícia Civil. “Só a luta coletiva transforma promessas em conquistas reais!”, conclui o texto divulgado pelo Sinpol.






