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Nesta sexta-feira (08), uma notícia caiu como bomba no colo do grupo do ex-ministro Gilson Machado e pré-candidato ao Senado Federal. O presidente estadual da sigla, Anderson Ferreira, decidiu, endossado pelo presidente Valdemar Costa Neto, afastar Machado da presidência do diretório municipal do partido.
Com o afastamento, quem assume o comando da legenda em nível municipal é o vereador recifense Paulo Muniz. Também foi anunciado o nome de André Trajano como novo tesoureiro. A mudança promovida por Anderson pode ser o estopim da desfiliação de Gilson, afirmam interlocutores e observadores da política pernambucana.
O gesto é interpretado como um recado claro sobre “quem manda e decide” o rumo do PL no Estado. Há exatos dois dias, Anderson esteve em Brasília-DF, onde foi recebido por Valdemar Costa Neto para uma reunião a fim de deliberar algumas demandas partidárias. Nas entrelinhas, para o grupo dos Ferreiras, a permanência de Gilson representa um ponto de incômodo.
O próprio Anderson não esconde o descontentamento em dividir protagonismo com Machado. Chegou a chamá-lo de “corvo negro” e atribuiu ao sanfoneiro a perda significativa da direita nas últimas eleições, quando, supostamente, segundo o líder, Gilson colocou seus interesses pessoais e familiares acima da vontade e das decisões do partido.
Evidentemente, a aposta de Anderson é em uma direita mais equilibrada, distante de certas polêmicas e do extremismo, enquanto Gilson representa uma ala mais radical da direita bolsonarista. O Blog segue aberto para eventuais pronunciamentos.







