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Daniel Coelho, recém-integrado ao Alto Escalão da Gestão Estadual, à frente da Secretaria de Meio Ambiente, segue sendo uma espécie de porta-voz da governadora Raquel Lyra (PSD) por onde passa.
Em recente entrevista ao videocast “Cena Política”, do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, o ex-candidato à Prefeitura do Recife fez um balanço das ações junto à gestão nos poucos dias à frente da nova pasta e compartilhou suas impressões sobre a disputa próxima pelo Palácio do Campo das Princesas.
Abrindo a conversa, o aliado fiel da governadora foi categórico ao afirmar que a dinâmica de uma eleição estadual é completamente diferente, em um recado claro de que não há definições e pregos batidos com ponta virada. “Eleição é comparação”, disse, elencando os feitos da gestão Raquel que serão usados como ponto de referência entre os eleitores pernambucanos no próximo pleito.
“O que o PSB fez e o que Raquel tá fazendo? O comparativo é sempre com o governante. O governante é comparado com ele mesmo. Como Raquel recebeu Pernambuco e como ela vai entregar depois de quatro anos?”, questionou.
“A gente tem que lembrar de como ela recebeu o estado. A rede de saúde pública destruída, com as estradas sem a menor condição de utilização. O turismo estava destruído no estado”, cravou, colocando as questões como cruciais a serem consideradas pelo eleitorado em 2026.
Sem abandonar a postura de opositor às gestões socialistas à frente do Estado, Daniel fez acusações graves aos últimos governos do PSB, afirmando, inclusive, que promoveram supostas ilegalidades na Ilha de Fernando de Noronha. “Nos últimos anos dos governos do PSB foram feitas ilegalidades em Noronha que a gente vai passar o dia todo listando. Empreendimentos irregulares autorizados, ocupação de território irregular, licenças concedidas que a gente não sabe como foram feitas, veículos entrando na ilha de forma irregular. Tivemos um caos gerado pelo PSB em Fernando de Noronha”, disse.
Outro ponto abordado pelo secretário foi o saneamento básico na ilha. Segundo Daniel, o governo tem empenhado esforços para chegar ao fim deste primeiro mandato com a garantia de saneamento básico no arquipélago. “Zero de investimento em saneamento durante 16 anos de governo. A última obra de saneamento em Fernando de Noronha foi no governo de Jarbas Vasconcelos”, pontuou.
Ainda durante a entrevista, o secretário trouxe dados que considera alarmantes. Afirmou que, durante sua gestão à frente da Secretaria de Turismo do Estado, antes da descompatibilização para disputar a Prefeitura da capital, companhias aéreas como a Azul apresentaram à gestão dados de que, por mais de 10 anos, notificaram os antigos governos sobre a possível inviabilidade das operações na ilha, por conta da falta de estrutura e condições aeroportuárias, principalmente devido à pista de pouso.
“Estava normalizada a corrupção em Noronha”, cravou, apontando a existência de uma suposta taxa para a entrada de veículos irregulares, já conhecida, inclusive, pelos ilhéus. Coelho foi além e afirmou que, nos últimos três anos da gestão Paulo Câmara, Noronha viveu o que classificou como “desastre completo”.
Avaliação da oposição na Alepe
Comentando sobre os recentes embates protagonizados pelos deputados de oposição, que estariam travando pautas de interesse do Executivo — como a sabatina do novo administrador da ilha, marcada apenas para o início deste segundo semestre, e a aprovação de empréstimos —, Coelho lembrou quando era deputado estadual e líder da oposição ainda no governo de Eduardo Campos (PSB).
“Nunca fizemos obstrução à votação de administrador de qualquer equipamento do Estado. Isso não é pauta de disputa política”, disse. Pontuou que os deputados que estão encabeçando esse movimento de oposição à governadora na Casa de Joaquim Nabuco fazem isso a mando do PSB e acabam prejudicando a população para obter ganhos políticos, avaliou.
Outro assunto abordado foi a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades dos gastos de publicidade do governo estadual. Coelho fez um comparativo com os gastos da Prefeitura do Recife e do Governo Federal, que, segundo o secretário, não são questionados. Classificou o momento como “ódio” por parte da oposição.
Para o secretário, contra a governadora “vale tudo”, visto que a deputada do PSOL, Dani Portela, que solicitou a abertura da CPI, estaria de mãos dadas com bolsonaristas. “Por que tanto ódio?”, questionou.
Três ações principais para a pasta
Um ponto de consenso entre alguns observadores da política estadual é a capacidade técnica de Daniel Coelho. Ele sabe o que diz e faz, é como classificam. Questionado sobre os três principais objetivos cobrados pela governadora para sua gestão à frente da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha, Coelho afirmou que a causa animal é uma das prioridades.
“A gente tem, na história de Pernambuco, a primeira governadora que teve a coragem de enfrentar a causa animal”, afirmou.
O programa Plantar Juntos e o programa de reciclagem também foram apontados como prioridades. De acordo com o secretário, a meta é plantar 4 milhões de mudas até o fim da gestão, além de promover um processo de educação ambiental.
Já quanto à reciclagem, Daniel comentou sobre o programa que garante o pagamento de 18 meses de salário mínimo aos integrantes de cooperativas de catadores do Estado, visando aumentar o índice de reaproveitamento de materiais.






