Foto: Câmara Municipal do Recife
A gestão do prefeito João Campos (PSB) enfrenta novas críticas na Câmara Municipal do Recife após um pronunciamento do vereador Eduardo Moura (Novo), nesta segunda-feira (11). O parlamentar apresentou uma série de questionamentos envolvendo cortes orçamentários, gastos sem licitação e negociações para concessão de espaços públicos.
Segundo Moura, os investimentos em manutenção viária no primeiro semestre de 2025 caíram 65% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar da redução, mais de R$ 500 milhões já teriam sido pagos para quitar dívidas herdadas do setor, enquanto buracos se acumulam nas ruas da cidade.
Outro ponto citado foi a suposta compra, sem licitação, de 672 aparelhos de ar-condicionado pela Secretaria de Educação. O vereador afirma que há indícios de superfaturamento próximo a R$ 1 milhão e que pareceres técnicos internos alertaram para falhas no processo, mas não foram atendidos.
Moura também retomou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) sobre a compra emergencial de luvas durante a pandemia, que teria causado um prejuízo de R$ 2,5 milhões. De acordo com a investigação, a empresa contratada possuía apenas um funcionário, capital social de R$ 100 mil e vendeu o material ao Recife por valor acima do mercado, em volume até superior ao adquirido pela cidade de São Paulo.
No campo das concessões, o vereador criticou a possibilidade de transferência da Rua do Bom Jesus à iniciativa privada. O local, reconhecido internacionalmente como uma das três ruas mais bonitas do mundo, pode seguir o modelo adotado para cinco parques municipais, entregues por mais de 30 anos a um consórcio mediante pagamento de apenas R$ 350 mil de outorga. Os critérios da nova negociação ainda não foram divulgados.
Para o parlamentar, o conjunto das denúncias exige atenção não apenas do Legislativo, mas também da população. “São denúncias graves que caracterizam o mesmo modus operandi da Prefeitura do Recife, inclusive uma delas sendo publicada no Diário Oficial do sábado (9) como se ninguém fosse prestar atenção. A farra acabou!”, afirmou.







