Foto: Reprodução / Redes Sociais

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Nesta quarta-feira (13), completam-se 11 anos da morte de Eduardo Campos, então candidato à Presidência da República pelo PSB. O ex-governador de Pernambuco morreu em um acidente aéreo durante a campanha eleitoral de 2014, em Santos (SP).

O acidente

Na manhã de 13 de agosto de 2014, o jato executivo Cessna 560XL Citation Excel, prefixo PR-AFA, decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino à Base Aérea de Santos, no litoral paulista. Ao tentar pousar, a aeronave arremeteu e, durante a manobra, perdeu o controle e caiu em um terreno baldio no bairro Boqueirão, cercado por prédios residenciais e comércios.

O acidente matou Eduardo Campos, quatro passageiros e dois tripulantes. Três pessoas em solo ficaram feridas. A tragédia gerou comoção nacional e encerrou de forma abrupta a trajetória de um político com forte influência no Nordeste e crescente projeção nacional.

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Investigação e causas

O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) apontou 35 fatos relevantes e 13 fatores contribuintes para o acidente, entre eles:

  • Aproximação fora dos padrões previstos;
  • Desorientação espacial do piloto;
  • Indisciplina de voo;
  • Confiança excessiva na própria capacidade operacional.

Apesar do detalhamento, nove fatores foram classificados como “indeterminados”, o que alimentou teorias conspiratórias à época, dado o peso político de Campos e o momento eleitoral.

Consequências políticas

Com a morte de Campos, a vice na chapa, Marina Silva, assumiu a candidatura à Presidência. Ela chegou a liderar pesquisas de intenção de voto, mas terminou o primeiro turno em terceiro lugar.

Campos havia rompido com o PT em 2013, defendendo a construção de uma “nova via” política. Sua morte alterou o cenário eleitoral de 2014 e deixou marcas na relação entre PSB e PT nos anos seguintes.

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