Foto: Reprodução / Redes Sociais

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Em terras pernambucanas, nesta quinta-feira (14), o presidente Lula da Silva (PT) cumpriu agenda pela manhã na cidade de Goiana, Mata Norte do estado, na inauguração da fábrica de hemoderivados da Hemobrás.

Na agenda, lideranças, ministros e deputados federais e estaduais marcaram presença. Porém, um detalhe não passou despercebido pelos bons observadores da política estadual: a governadora Raquel Lyra (PSD) optou por não cancelar sua agenda oficial nas cidades de Petrolina e Ouricuri para acompanhar a visita do mandatário.

O detalhe foi confirmado, em primeira mão, pelo Blog da Folha de Pernambuco ainda na noite de quarta-feira (13).

Horas antes da chegada do presidente ao estado, a notícia já estampava as manchetes dos principais jornais. A Folha de S.Paulo publicou: “Raquel Lyra ignora presença de Lula em Pernambuco”. A ausência foi sentida e deu margem para diversas interpretações.

Ficou a cargo da vice-governadora, Priscila Krause, acompanhar a agenda do presidente. E, nas entrelinhas, a atitude da governadora foi tida como uma indisposição e distanciamento do líder petista, que cada vez mais sinaliza que a ideia de palanque duplo, isto é, apoio a duas candidaturas, está longe das possibilidades.

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Para muitos interlocutores, o apoio de Lula a uma eventual candidatura de João Campos (PSB) ao Palácio do Campo das Princesas é quase certo, visto que a aliança nacional PT-PSB pretende perdurar para além de 2026, quando Lula deve tentar um quarto mandato consecutivo.

Nos últimos meses e dias, acenos foram registrados de ambos os lados. O Blog do Yan publicou, em primeira mão, em 1º de agosto, a participação do socialista no encontro nacional do PT em Brasília, em clara sinalização de que a aliança em Pernambuco seguirá por este caminho. No evento, Campos pregou união entre as siglas.

Com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, partido da governadora Raquel Lyra, considerando lançar o governador do Paraná, Ratinho Jr., como candidato à Presidência ou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não restará outra alternativa a Raquel senão apoiar o projeto político de seu partido.

Mesmo faltando cerca de um ano e meio para as eleições, as costuras e composições para o próximo ano começam a ganhar maior clareza e evidência.

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