Foto: Reprodução / PSDB
Para os bons observadores da conjuntura nacional, a política é um campo fascinante que abre margem para análises e percepções diversas, mas, para além disso, é possível, através dela, ver a história ser construída, os reveses sofridos, entre outras tantas possibilidades, pontuam.
Quem diria que o partido que governou o país com Fernando Henrique Cardoso entre 1995 e 2003, que chegou a ter sete governadores simultaneamente e aprovou importantes planos econômicos como o Plano Real, adotando um modelo político alinhado ao neoliberalismo e promovendo diversas privatizações de empresas estatais, seria, hoje, o que se chama na política de “partido nanico”. Pois está é a realidade do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
Diga-se de passagem, o partido está hoje na iminência de perder acesso ao fundo partidário e tempo de TV. Isso tudo, por conta do baixo desempenho em 2024, quando não conseguiu eleger nenhum prefeito nas capitais e teve o seu pior desempenho em décadas, avaliam os bons observadores da política estadual.
Saída de governadores
Nos últimos meses, os três únicos governadores eleitos em 2022 pela sigla anunciaram sua desfiliação. Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e Raquel Lyra, de Pernambuco, migraram para o PSD. O último a sair foi o governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, que rumou para o PP.
A chance para um respiro era a fusão com o Podemos, que terminou não ocorrendo por conta de disputas internas. Para reverter os estragos e danos causados por esse desgaste, o partido deve eleger deputados em ao menos nove estados em 2026.
Conflitos em Pernambuco
No caso de Pernambuco, a saída de Raquel se deu em meio a conflitos internos com o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Álvaro Porto, seu ex-correligionário, arrastando-se desde 2023, que tornou Porto um dos maiores opositores da gestão estadual.
A Executiva Nacional do PSDB conduziu Porto à direção do partido em março desse ano, e o gesto foi visto como um “golpe” contra o grupo da governadora.
Apesar dos pesares, o partido iniciou no início de agosto uma campanha de filiação no estado, encabeçada por Álvaro ao lado do seu filho, Gabriel Porto que hoje ocupa a presidência do Instituto Teotônio Vilela, órgão de formação política do PSDB e é cotado como pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2026.
Na campanha publicitária, Porto não deixou de rasgar o verbo contra o Governo do Estado, afirmando que Pernambuco supostamente enfrenta um “abandono na saúde, segurança e educação”, enquanto a Assembleia Legislativa tem se mantido “de pé, independente, defendendo o povo e fiscalizando o governo.”







