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Nas últimas semanas, o Recife tem sido palco de intensos protestos protagonizados por carroceiros que atuam com veículos de tração animal. As manifestações, que chegaram a bloquear vias importantes como a Avenida Caxangá, Agamenon Magalhães e a Ponte José de Barros Lima, reacenderam o debate sobre o futuro dessa atividade na capital pernambucana.
A mobilização da categoria é uma resposta direta à Lei Municipal nº 17.918/2013, que proíbe a circulação de carroças e a condução de animais com carga nas ruas da cidade. A legislação, embora sancionada há mais de uma década, será efetivamente aplicada a partir de 31 de janeiro de 2026, segundo a Prefeitura do Recife.
O que propõe a Prefeitura?
Em meio à pressão popular, a gestão municipal anunciou um Programa Gradual de Retirada de Animais de Veículos de Tração Animal, que inclui:
- Indenização de R$ 1.200 por animal e carroça entregues voluntariamente
- Microchipagem dos cavalos e adesivação das carroças para controle
- Qualificação profissional e acesso a programas de empreendedorismo (CredPop Recife)
- Encaminhamento para vagas de emprego via GO Recife
- Possibilidade de integrar a equipe de limpeza urbana da Emlurb
- Disponibilização de veículos alternativos para quem deseja continuar na atividade
Apesar das propostas, os carroceiros alegam falta de diálogo e denunciam que a retirada dos animais pode representar o fim da única fonte de renda de muitas famílias. Lideranças da categoria, como Marcos Batista (Neno), afirmam que a lei é “injusta” e que muitos animais não sobreviveriam longe de seus tutores.
E você, o que pensa sobre isso?
A atividade dos carroceiros divide opiniões: há quem defenda a preservação da tradição e o direito ao trabalho, e há quem veja a prática como incompatível com a mobilidade urbana e o bem-estar animal.
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