Foto: Divulgação

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A MARÉ – Mostra Ambiental de Cinema do Recife completa dez anos em 2025 e marca a data com uma edição ampliada, que vai de 2 a 7 de setembro em salas de cinema do Recife e se estende a Fernando de Noronha e à Cidade do Porto, em Portugal. O evento, com toda a programação gratuita, combina cinema, debates, oficinas e exposições, consolidando-se como espaço de reflexão sobre meio ambiente, ancestralidade e cultura.

Para o coordenador geral, Rafael Buda, a mostra ultrapassou a condição de festival e consolidou-se como movimento. “A MARÉ se tornou movimento! Anualmente realizamos oficinas, debates, encontros, sessões especiais, participação em eventos e congressos acadêmicos. Após todo esse tempo, continuamos firmes com nossa missão de transformar o cinema e o audiovisual em ferramenta potente de educação ambiental, afinal são 10 anos de cinema e meio ambiente! Vida longa à MARÉ”, afirmou.

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Homenagem a Nêgo Bispo

A abertura será no Teatro do Parque, no dia 2 de setembro, com tributo ao pensador quilombola Nêgo Bispo, falecido em 2023. O filme Confluências, de Dácia Ibiapina, será exibido, e a filha de Nêgo Bispo, Joana Maria Bispo, participará da sessão. “Não há quem diga mais que a vida de um povo melhor que as suas cantigas, e não há pujança que expresse o seu povo melhor que as suas danças. Então, é pela cultura que a gente mantém viva a nossa ancestralidade, que a gente conta a nossa história e que a gente se mobiliza”, disse Joana, destacando a relevância da obra do pai.

Arte indígena e identidade visual

A identidade visual desta edição é assinada por Daiara Tukano, artista indígena do povo Yepá Mahsã, do Alto Rio Negro. Inspirada na miração do Kahpi (Ayahuasca), sua arte reúne símbolos como pássaros mensageiros, peixes, a cobra e o olhar. A animação é de Paulo Leonardo, que acrescenta movimento à obra.

Programação

A curadoria reúne filmes nacionais e internacionais que tratam de biodiversidade, povos originários, mudanças climáticas e conflitos socioambientais. Entre os destaques estão Lá no alto (Juliana Lima), Malunguinho na mata é reis (Marcelo Pedroso e Déa Ferraz) e Lista de desejos para Superagüi (Pedro Giongo). Obras críticas como Cavaram uma cova no meu coração e Rejeito expõem crimes ambientais envolvendo grandes corporações.

Entre as novidades estão:

  • Oficinas ReciclAnima, em unidades do Compaz, voltadas para jovens;
  • Marezinha, sessão infantil que estreia com Bambi em live action;
  • Exposição de cartazes da trajetória do festival;
  • Catálogo inédito sobre cinema ambiental pernambucano, publicado pela Fundaj;
  • MARÉPLAY, plataforma digital com filmes disponíveis gratuitamente;
  • Seminário em parceria com o Instituto Toró, promovendo debates sobre meio ambiente, cultura e audiovisual.

Projeção internacional

Além de Recife e Noronha, a programação chega pela segunda vez ao Porto, em Portugal, com exibição de curtas pernambucanos. A agenda internacional reforça a consolidação da mostra como referência fora do Brasil.

Ao longo de uma década, a MARÉ se firmou como uma das principais mostras ambientais do país, reunindo estudantes, cineastas, ativistas e comunidades tradicionais. O festival reforça a ideia de que cinema e meio ambiente caminham juntos na construção de futuros sustentáveis.

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