Foto: Reprodução/ Alepe
Durante a sessão plenária dessa terça-feira (2), os deputados Cayo Albino (PSB) e Izaías Régis (PSDB) protagonizaram um embate acalorado em torno dos recursos do governo estadual destinados a Garanhuns. O confronto evidenciou não apenas divergências de posicionamento, mas também diferentes visões sobre a efetividade das promessas da governadora Raquel Lyra (PSD).
Com firmeza, Cayo Albino destacou as contradições entre o discurso e a prática da atual gestão estadual. Ao criticar o programa “Ouvir para Mudar”, o parlamentar evidenciou a falta de resultados concretos e acusou o governo de transformar a iniciativa em um espaço político-eleitoral. “O Ouvir para mudar virou de fato um palanque eleitoral, onde a governadora faz falsos compromissos, nos últimos eventos inclusive não houve salas temáticas onde a população pudesse ser ouvida. A população tava lá para ouvir, aí sim, uma antecipação eleitoral, onde se fala que essa casa faz (Alepe) mas eu vejo a governadora fazendo todos os dias”, criticou Albino.
O deputado ainda reforçou sua argumentação com exemplos práticos que afetam diretamente a população de Garanhuns. Lembrou que a recuperação da barragem de Inhumas que permanece sem execução. Além disso, citou a maternidade anunciada para a cidade, que também não saiu do papel.
Em sua fala, o socialista não apenas apontou falhas, mas também fez um apelo ao governo estadual para que de fato, as obras possam ser feitas até porque, segundo ele, é uma vontade de todos na cidade.
Oposição
Já o ex-líder do governo na Alepe, Izaías Régis, buscou defender a gestão estadual, alegando que a maternidade está em execução. Para ele, o debate deve se concentrar em questões administrativas, e não em críticas pessoais.
O episódio reforça a postura de Cayo Albino como uma voz da oposição, cobrando do governo estadual coerência entre as promessas feitas e a realidade vivida em Garanhuns, dando visibilidade às demandas da população.
Os embates acontecem em meio a diversos momentos tensos vividos entre aliados e opositores da gestão Raquel Lyra (PSD).






