Foto: Reprodução/ Arquivo PP

A Federação entre União Brasil e Progressistas (União Progressista) anunciou a saída oficial da base de apoio ao presidente Lula. Os partidos também determinaram que todos os detentores de mandato ocupando cargos no governo devem renunciar.

O comunicado foi lido em conjunto pelo presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e pelo presidente nacional do PP, Ciro Nogueira.

Os dois já haviam alinhado os detalhes do rompimento em reunião com aliados, que contou inclusive com a presença do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Um dos principais pontos de atrito foi a discussão sobre o projeto de anistia para os atos de 8 de janeiro, considerado pelos partidos a única forma de evitar a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), investigado por tentativa de golpe em 2022.

Desdobramentos

A decisão ainda será submetida às Executivas Nacionais das duas siglas. Caso seja confirmada, os ministros André Fufuca (Esporte) e Celso Sabino (Turismo), que estão licenciados da Câmara, deverão possivelmente, caso não haja acordo, deixar os seus cargos.

Outros nomes do governo, porém, não devem ser atingidos pela medida. É o caso do ministro da Integração Nacional, Waldez Góes, e do chefe de Comunicações, Frederico Siqueira, ambos indicados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), além de Carlos Vieira, presidente da Caixa, nomeado por Arthur Lira (PP).

Aliados cobram lealdade

Sobre a decisão, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou respeitar a autonomia dos partidos, mas cobrou fidelidade dos que permanecerem na gestão: “Quem permanecer deve ter compromisso com o presidente Lula e com as pautas principais que o governo defende, ninguém é obrigado a ficar no governo, também não estamos pedindo para ninguém sair”, disse ela.

Designed with WordPress

Descubra mais sobre Blog do Yan Lucca

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading