Foto: Reprodução/ Câmara dos Deputados
Nesta quinta-feira (4), ganhou repercussão um pronunciamento do ex-deputado federal Gonzaga Patriota. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele rebateu declarações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), que havia responsabilizado os estados do Norte e Nordeste pelo endividamento da União.
“O povo do Nordeste merece respeito! Repudiamos veementemente a fala do governador Romeu Zema, que menospreza nossa história, cultura e lutas. Declarações como essa apenas reforçam estereótipos injustos e preconceituosos. O Nordeste é força, resistência e orgulho”, afirmou Gonzaga Patriota.
Relembre o caso
No mês passado, durante entrevista ao programa Contexto, do canal Metrópole, Zema voltou a criticar os estados nordestinos. Questionado pela apresentadora Andreza Matais, ele disse que cidades e estados da região recebem “ajuda eterna” do governo federal e defendeu que esse apoio tenha prazo para acabar.
“Precisa ter o tempo de sanar essa situação. E o que existe no Brasil? Uma ajuda eterna que nunca termina. Aí eu sou contra”, declarou o governador.
Resposta dos governadores
As declarações geraram reação imediata. Em nota conjunta, os nove governadores do Nordeste repudiaram as falas de Zema.
“O que está em jogo é a própria compreensão de desenvolvimento. Historicamente, setores do Sudeste resistem a discutir mecanismos de desenvolvimento regional, tratando-os como concessões indevidas. Não se trata de concessão: é justiça histórica e cumprimento da Constituição, que obriga o Estado a corrigir desigualdades estruturais entre regiões”, diz o texto.
Os governadores também contestaram a ideia de que o Nordeste seria responsável pelo endividamento da União, “Segundo dados de abril deste ano, os estados brasileiros devem R$ 827,1 bilhões ao governo federal, sendo 92% dessa dívida concentrada no Sul e no Sudeste. O Nordeste responde por apenas 3%, número que desmonta a narrativa de desequilíbrio”.
Por fim, defenderam programas sociais como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a Garantia Safra. “Essas políticas não são privilégios nem muletas, mas instrumentos indispensáveis ao enfrentamento das desigualdades sociais e regionais”, concluíram.






