Foto: Edson Holanda / PCR

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Após Miguel Coelho (UB) e Silvio Costa Filho (Republicanos) colarem em João Campos (PSB) durante sua excursão pelo Agreste pernambucano, no último fim de semana, chegou a vez do senador Humberto Costa (PT) acompanhar o prefeito do Recife em uma agenda oficial no Brejo da Guabiraba, Zona Norte da capital.

Como já registrado por este Blog, Campos enfrenta um grande dilema pela frente. Despontando como favorito ao Governo de Pernambuco e performando bem nas últimas pesquisas de intenção de voto, em breve terá que escolher dois candidatos ao Senado, dentre ao menos cinco nomes que pleiteiam vagas na Casa Alta.

Todos os que se colocam à disposição do socialista possuem peso eleitoral expressivo e relevância estratégica para Campos, que precisa reforçar ainda mais sua imagem pelo estado, visando consolidar a musculatura de um possível projeto político.

São eles: o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB); a ex-deputada Marília Arraes (SD); e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho; além do próprio ex-deputado Gonzaga Patriota (PSB) que afirmou ser “candidatíssimo” e o próprio Humberto Costa (PT).

Embora evite comentar publicamente sobre suas pretensões, João terá o desafio de enfrentar a governadora Raquel Lyra (PSD), que conseguiu reunir uma boa base de prefeitos e aposta no volume de entregas para pavimentar os caminhos da sua reeleição.

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O papel do PT e de Humberto Costa

Para o paladar de alguns bons observadores da cena política, replicar a aliança nacional do PT com o PSB seria vantajoso para João, que amarraria de vez o apoio petista e do presidente Lula à sua candidatura.

Humberto Costa, que já ocupa a cadeira de senador, é prioridade expressa de Lula e do próprio PT no próximo ano.

Em contrapartida, com o PT em seu palanque, pode ser mais difícil para Campos dialogar com eleitores de centro e direita, além de se desvencilhar da imagem ideológica que o partido carrega, avaliam observadores.

Estrategicamente, Humberto também mantém acenos à própria governadora Raquel Lyra, adotando sempre uma postura ponderada em relação à gestão. Essa “estratégia” petista já foi, inclusive, registrada por este Blog, na edição: A estranha forma do PT-PE barganhar e emplacar suas candidaturas.

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