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Recife mantém a liderança nacional na formação de estudantes em tecnologia pelo sétimo ano consecutivo, com uma vantagem que se ampliou significativamente sobre as demais capitais. Dados do Censo da Educação Superior (Inep) mostram que, em 2024, a capital pernambucana alcançou a marca de 717,8 alunos de cursos superiores em Tecnologia da Informação (TI) por 100 mil habitantes.
O índice é quase 50% superior ao de Brasília (488,7), segunda colocada no ranking. A consolidação da liderança é evidenciada pelo crescimento consistente: em 2023, Recife já registrava 658 alunos por 100 mil habitantes, mantendo quase o dobro do resultado do segundo colocado naquele ano.
O secretário municipal de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia, Rafael Cunha, relaciona o dado quantitativo à qualidade da formação. “Quando juntamos esse resultado com o fato de que as três maiores notas de corte dos últimos três anos da UFPE são dos três cursos de tecnologia do Centro de Informática, acima de cursos tradicionais como Medicina e Direito, fica claro que não é só um destaque em termos quantitativos, mas de qualidade”, afirmou.
Um dos destaques do período foi o número de formandos, que praticamente dobrou em dois anos, saltando de 728 concluintes em 2022 para 1.427 em 2024. Gestores públicos e representantes do ecossistema de inovação atribuem o resultado a políticas municipais e à maturidade do ambiente tecnológico local.
A secretária de Educação do Recife, Cecília Cruz, citou o programa Embarque Digital como um vetor central. “A ação democratiza o acesso à formação tecnológica e já se consolidou como um dos principais vetores de inclusão e capacitação em TI, com taxas de evasão mais baixas do que a média nacional e maior participação de mulheres e pessoas negras na área”, detalhou.
Pierre Lucena, presidente do Porto Digital, avalia que o resultado comprova a eficácia de um modelo. “Recife mostra que é possível formar talentos em larga escala, com inclusão e excelência. É esse modelo que tem colocado a cidade na vanguarda da formação em tecnologia no Brasil”, disse. A base robusta de profissionais qualificados é apontada como um fator chave para atrair investimentos nacionais e internacionais para o polo de inovação recifense.







