Foto: Reprodução / Redes Sociais
O prefeito de Xexéu, Thiago de Miel (PSD), concedeu entrevista à Rádio Folha comentando a recente saída da base da governadora Raquel Lyra (PSD) e o apoio ao possível projeto político do socialista João Campos, favorito na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.
Embora alocado no partido presidido por Raquel, a decisão de migrar para a base de Campos movimentou o cenário político na noite desta quinta-feira (25), conforme registrou o Blog.
Além de prefeito, Thiago também é presidente do Conselho Público dos Municípios da Mata Sul (Comsul), e seu apoio pode ser estratégico para João emplacar seu projeto na região composta por 24 municípios, com ao menos 15 prefeitos aliados à governadora.
Entrevista à Rádio Folha
À Folha, o gestor detalhou a decisão que lhe fez mudar de palanque. Foi categórico ao enaltecer o trabalho feito por João enquanto prefeito do Recife.
Acredito no projeto de João Campos e no trabalho que a gente está vendo acontecer no Recife. (…) Eu acredito que as pesquisas são um reflexo da vontade do povo. E, claro, o prefeito, que é inteligente, vai seguir e ouvir o povo, afirmou, destacando os levantamentos eleitorais que colocam o socialista como favorito, liderando com folga, na disputa. A última, da Real Time Big Data, apontou João com 59%, contra 24% da governadora.
Outro ponto abordado por Thiago foi a confiança no protagonismo político que João conquista pelo estado, colocando-o como uma liderança jovem, mas com uma gestão avaliada positivamente, reeleito no primeiro turno com quase 80% dos votos e herdeiro político de figuras de peso, como os ex-governadores Eduardo Campos e Miguel Arraes.
Debandada do PSD
Conforme já noticiado anteriormente neste Blog, a avaliação feita por interlocutores leva a crer em uma possível debandada no partido da governadora Raquel Lyra.
Da mesma forma que a “fuga” de prefeitos e lideranças na proximidade do pleito é vista como normal, a adesão de mais de 70 gestores ao seu partido também foi um movimento natural. Afinal, todos querem sentar ao lado do trono para garantir a defesa de seus interesses. Na política, “rei morto, rei posto”, avaliam.






