Foto: Millena Ferreira / Divulgação
Ontem, segunda-feira (06), estive no Recife para marcar presença com minha senhora, Joice Melo, no evento que celebrou os 20 anos de atuação do blogueiro Jamildo Melo no jornalismo político do Estado. São duas décadas integralmente dedicadas à cobertura dos fatos que marcaram nossa história mais recente.
Falar de Jamildo é fácil, mas, ao mesmo tempo, muito difícil, por entender que defini-lo, ou definir seu trabalho, em um breve e modesto texto nunca será suficiente. Mas, se aprendi algo com ele, digo que o estoicismo ensina que a maior grandeza dos homens provém das virtudes que eles adquirem durante a vida.
Jamildo não é só um amigo que tenho a honra de ter. Para mim, é um professor, e, antes mesmo de conhecê-lo, quando lia seu blog ou eventualmente o via e ouvia nos meios digitais do JC, tive ali uma admiração genuína.
Recordei ontem, emocionado, da primeira vez que o vi. Estagiário do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, via, pela frente, cortando a redação, aquele que tanto lia e ouvia, dessa vez, presencialmente. Nos cumprimentamos, era novo na firma, me apresentei.
Posteriormente, por sorte ou não, passei a trabalhar de frente com Jamildo, e dali nasceu uma amizade, trocas e, ainda no JC, mesmo indiretamente, pude aprender muito com aquele a quem considero mestre do bom jornalismo.
Da redação ao voo solo
Quando, em 2024, deixou o sistema e passou a planejar um voo solo, me coloquei completamente à disposição dele e o convite chegou. Fui, sem pensar duas vezes, e estive com ele no embrionário projeto do site Jamildo.com.
Jamildo, como sempre, na vanguarda e com enorme pioneirismo, não me surpreendia, pois já esperava dele a força que teve para “tirar do chão” um projeto da grandeza daquele site. E lá, pude aprender, prestar atenção aos detalhes e colaborar até o início deste ano. Com ele, cobri as eleições municipais de 2024, o que foi uma verdadeira escola.
A breve e resumida história serve para ilustrar bem o sentimento de ver de perto as fases de um processo que, desde o início, já era um verdadeiro sucesso. Jamildo, ou Jama, como carinhosamente chamamos, é merecedor de todos os reconhecimentos, e isso pôde ser visto em sua festa, bastante prestigiada.
Há, como sempre haverá, aqueles que tentam diminuir ou questionar sua ética, retidão moral e bom senso. Mas não tenho medo de dizer que, se acaso o jornalismo pernambucano tivesse mais profissionais como Jamildo, estaríamos em outro patamar na produção do nosso trabalho.
Comprometido inteiramente com os fatos, Jamildo não abre mão de uma boa apuração, contextualização e equilíbrio naquilo que faz. Não perde tempo para uma boa aventura. É incansável.
Ao seu lado, posso dizer que vivi momentos únicos, nos quais pude, em nossas inúmeras conversas, jantares, almoços e cafés, ter um professor, um conselheiro e uma pessoa que, de tão próxima, tornou-se parte da minha família.
Todas as homenagens feitas até aqui nunca serão suficientes para definir o quanto sou grato por tudo. Que venham mais 20 anos de produção do bom jornalismo, dando uma verdadeira aula para todos nós!
Viva, Jamildo Melo!






