Foto: Divulgação / Blog Imagem

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Representantes das comissões dos aprovados fora do número de vagas no último concurso da Polícia Civil, Polícia Científica, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar encaminharam ao Blog um verdadeiro dossiê tratando do que chamam de “erro administrativo e político de grandes proporções”.

De acordo com os representantes das comissões, o Governo do Estado planeja abrir novos concursos para 2026, ignorando aprovados e aptos que excederam as vagas dos últimos certames, realizados, em sua maioria, em 2023, e que sequer tiveram sua validade expirada.

Os aprovados e aptos em todas as forças somam 1.278 candidatos, divididos da seguinte forma: Corpo de Bombeiros (CFO BM): 103 candidatos; Polícia Militar (CFO PM): 405; Polícia Civil (PCPE): 225 agentes + 175 escrivães = 400; Polícia Científica: aproximadamente 370.

Todo o processo de aprovação e aptidão passa por provas escritas, redação, exames médicos, teste físico, avaliação psicológica e investigação social. Ou seja, o Estado estaria supostamente disposto a descartar profissionais prontos para o serviço público.

Histórico e possíveis prejuízos

Uma prática comum no Estado nas últimas gestões era o aproveitamento dos candidatos aptos para recompor os efetivos. As comissões apontam também um possível prejuízo aos cofres públicos, uma vez que a realização de novos concursos poderia gerar gastos estimados em R$ 14 milhões.

Sob reserva, um dos aprovados no último concurso compartilhou o total de gastos apenas para a realização dos exames, que superam R$ 4.500 por pessoa, além de custos com treinamentos, aulas de natação e demais preparações.

Os aprovados chegaram a abordar a governadora Raquel Lyra (PSD) para questionar as ações. Por sua vez, a gestora encaminhou a demanda para Ana Maraíza, responsável pela Secretaria de Administração (SAD). A pasta, quando questionada, afirmou que havia um parecer negativo da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Por meio de pedido de resposta (nº 202546889), a própria PGE desmentiu a Secretaria de Administração, afirmando não constatar “a emissão de parecer sobre o assunto”. Com isso, cresceu o argumento de que as ações do Palácio teriam motivação política.

Contestação e cenário político

Segundo os aprovados, a medida supostamente seria eleitoreira e marqueteira, de olho em 2026.

“É uma decisão política, não técnica. O governo prefere gastar mais, demorar mais e deixar a segurança pública ainda mais defasada, apenas para transformar o concurso em palanque de 2026”, afirma um documento protocolado pelas comissões.

De acordo com dados do Dossiê Unificado – Aptos em Todas as Etapas, elaborado pelas três comissões representativas e entregue à Secretaria de Administração, SDS, PGE e Alepe, estima-se que as forças somem um déficit de 6.240 cargos vagos.

“Em vez de investir R$ 14 milhões em mais provas e burocracia, o Estado poderia simplesmente aproveitar quem já se mostrou apto, qualificado e pronto para servir. É uma questão de bom senso, eficiência e responsabilidade fiscal”, afirma a nota.

A solução defendida pelo grupo é considerada simples para bons observadores da administração pública e já tem precedente em outros estados, como o Distrito Federal, Mato Grosso e Rio de Janeiro. Trata-se da quebra da cláusula de barreira e da criação de um cadastro de reserva, permitindo ao Estado aproveitar os candidatos que já comprovaram plena aptidão física, mental e moral para o exercício das funções.

O Contraditório

Compromissados sempre com o equilíbrio e pluralidade, pilares da produção do bom jornalismo, o Blog do Yan reafirma que o espaço segue aberto para eventuais manifestações dos citados direta ou indiretamente na reportagem.

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