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A segunda-feira (13) começou movimentada na política pernambucana. Hoje, foi deflagrada a greve por tempo indeterminado dos servidores da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), que se colocam contrários ao modelo de privatização parcial da estatal e cobram maior estabilidade sobre seus empregos.
Em apoio à manifestação organizada pelo Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco (SINDURB-PE), a vereadora do Recife, Kari Santos (PT), marcou presença no ato ocorrido na sede da Companhia.
A categoria pleiteia reajuste salarial, um tipo de “acordo” com o Palácio do Campo das Princesas de que os empregos serão assegurados, além da interrupção do processo de concessão.
O próprio sindicato que representa a categoria entrou com uma representação junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), apontando supostas irregularidades no processo e pedindo uma medida cautelar que foi indeferida pelo órgão em 30 de setembro, conforme registro deste site.
Porém, durante os protestos da categoria, uma cena inusitada ocorreu. Enquanto a deputada estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Socorro Pimentel (UB), saía do local, foi abordada pela vereadora, que fez uma cobrança pessoalmente a respeito do posicionamento do Palácio sobre o pleito dos compesianos.
Conforme registro encaminhado ao Blog, Kari questionou sobre a estabilidade dos servidores no processo de concessão: “A gente queria saber da senhora qual a garantia que vamos ter para que eles não sejam despedidos e percam seus empregos”, questionou.
Em resposta, Socorro foi categórica. Afirmou que existe uma garantia pelo Governo do Estado para que se mantenham os empregos, mesmo durante o processo de privatização. “Existe documentação. Esse ponto vai ser tratado a partir do momento em que a empresa que vá ganhar essa licitação comece a atuar, mas pensando nos Compesiados, nos funcionários. Tenho certeza que a iniciativa da governadora em nenhum momento vai pensar em prejudicar os funcionários”, assegurou.
Ao Blog, Kari reafirmou seu compromisso ao lado dos funcionários e seu posicionamento contrário à concessão. “Estamos falando de uma empresa essencial para a vida das pessoas, que cuida da água e do saneamento. Privatizar a Compesa é colocar esse serviço nas mãos do lucro e não do povo”, disse.
O Blog do Yan Lucca tem acompanhado de perto todo o embróglio que envolve o processo de concessão parcial da Compesa. As matérias podem ser conferidas por aqui.







