Foto: Reprodução / Secom
Às vésperas de completar o terceiro ano de mandato, a governadora Raquel Lyra (PSD) ainda sofre com acusações de opositores de não olhar para a Região Metropolitana do Recife (RMR).
Segundo alguns políticos e lideranças, a gestora tem se preocupado mais com o interior do estado, sobretudo com a região Agreste, de onde é natural, e com o Sertão. Esses mesmos costumam dizer que a gestão ainda não imprimiu sua marca na RMR, composta por 15 municípios e pela capital do estado, governada por João Campos (PSB), seu principal adversário político.
Em 2024, porém, a governadora conseguiu eleger o maior número de aliados políticos nas cidades da região metropolitana, a exemplo de Olinda, gerida por Mirella Almeida (PSD); Paulista, com Severino Ramos (PSDB); e Jaboatão dos Guararapes, com Mano Medeiros (PL).
Mesmo com investimentos conquistados por esses municípios junto ao Executivo estadual, os bons observadores da política afirmam que não é suficiente para que a gestão Raquel Lyra decole na aprovação popular.
As últimas pesquisas que aferiram o desempenho da gestão caíram como bomba no Palácio, apontando impressões negativas da maior parte de quem mora nas cidades da RMR.
Reação e contranarrativa
Na última rodada do programa Ouvir Para Mudar, em setembro deste ano, a governadora anunciou um verdadeiro “pacote de bondade” para os municípios da região, contemplando novas estradas, infraestrutura urbana, saúde e educação.
Porém, apesar dos esforços, segue patinando. Como registrado por este blog anteriormente, a governadora não tem tempo a perder. Dentro de alguns meses, o clima para as eleições de 2026 começará a esquentar ainda mais.
Em suas redes sociais, Raquel afirmou: “Eu fiz, tô fazendo e vou fazer muito mais na RMR”, seguida de um carrossel de 19 obras e feitos da gestão, que incluem: a criação do bilhete único, entrega do TI Igarassu, reforma do HR, mais de 2 mil policiais nas ruas, entrega do Cinema São Luís, reforma do canal do Fragoso, entrega da Pan Nordestina, delegacias da mulher 24h no Recife, Olinda e Paulista, desativação do presídio de Itamaracá e mais de 12 mil casas entregues através do programa estadual de habitação “Morar Bem Pernambuco”, entre outras ações.







