Foto: Fernando Cavalcante / Banco do Nordeste
Na tarde desta terça-feira (21), o ex-governador de Pernambuco, Paulo Câmara, deixou a presidência do Banco do Nordeste (BNB). As informações são do Jornal O Globo.
De acordo com a matéria, a saída se deu após reunião do Conselho de Administração do órgão, em conformidade com as exigências da Lei das Estatais, que prevê um período de quarentena a ex-dirigentes partidários antes de assumirem o comando de empresas públicas.
No caso de Paulo Câmara, o ex-governador foi vice-presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), ao qual era filiado até 2023. Em seu lugar, assume interinamente o diretor financeiro do BNB, Wagner Alencar, que também acumulará as duas funções.
Como Wagner estará ocupando o cargo interinamente, tudo indica que Câmara retorne ao posto no início do ano que vem, quando finaliza o período de quarentena.
Controvérsias na nomeação
A polêmica envolvendo sua indicação para comandar o BNB teve início após questionamentos sobre a legalidade de sua nomeação, sobretudo no que diz respeito à Lei das Estatais (13.303/2016), que estabelece critérios como tempo mínimo de experiência e restrições a ex-gestores públicos.
Câmara foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e sua nomeação foi oficializada em 29 de março de 2023, após o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender trechos da Lei das Estatais, viabilizando sua posse.







