Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Liderando as pesquisas de intenção de voto para o Senado em 2026, a ex-deputada federal Marília Arraes (SD) vem articulando, dentro de seu espectro político, diferentes estratégias para viabilizar sua candidatura e torná-la cada vez mais irreversível.

Na última pesquisa Datafolha, realizada em outubro, Marília apareceu na dianteira de todos os cenários estimulados, com índices que variaram entre 39% e 41% das intenções de voto, dentro de uma margem de erro de três pontos percentuais.

Ciente do seu recall eleitoral das eleições de 2022 e do favoritismo nas pesquisas, Marília busca agora um caminho viável e competitivo para sua candidatura ao Senado. Uma das possibilidades em avaliação é integrar a chapa majoritária do prefeito João Campos (PSB), que tende a disputar o governo de Pernambuco. Nesse desenho, uma das duas vagas ao Senado seria do senador Humberto Costa (PT), enquanto a segunda deve ser disputada por nomes como Marília, Miguel Coelho ou Silvio Costa Filho. O cenário, porém, ainda permanece em aberto.

Outra alternativa considerada pela ex-deputada é uma candidatura avulsa ao Senado, sem necessariamente compor uma aliança formal. Segundo reportagem do Blog Cenário, Marília esteve em Brasília na quarta-feira (12) para discutir diferentes arranjos políticos, inclusive essa possibilidade de concorrer de forma independente — movimento que evitaria o risco de ter sua candidatura rifada em negociações de grupo, por exemplo. Nesse caso, ela manteria apoio à candidatura de João Campos ao governo estadual e à reeleição do presidente Lula.

Outras alianças

No mesmo encontro, também foi tratada a formação de uma federação entre o Solidariedade (SD) e o PRD, o que poderia alterar significativamente o tabuleiro político. A união das legendas aumentaria o peso eleitoral das siglas e poderia garantir mais de uma vaga nas eleições de 2026.

Dentro desse contexto, o deputado Luciano Bivar (PRD) — que deixou o União Brasil após desavenças internas com o presidente da sigla, Antônio Rueda — seria o primeiro suplente de Marília em uma eventual candidatura ao Senado. Já o ex-vereador de Salgueiro e marido de Marília, André Cacau, concorreria a uma vaga na Câmara dos Deputados.

Uma hipótese alternativa discutida seria a de Marília voltar a disputar uma cadeira na Câmara Federal, enquanto Bivar buscaria a reeleição, caso a federação entre PRD e Solidariedade se confirme. Nesse cenário, o desafio seria o limite de vagas conquistadas, já que a federação dificilmente elegeria mais de dois deputados federais — o que poderia levar a atual deputada Maria Arraes (SD) a procurar outra legenda para não comprometer sua reeleição.

Entre articulações e cálculos políticos, Marília Arraes se movimenta para manter seu protagonismo no cenário estadual, testando diferentes caminhos para transformar seu capital eleitoral em um projeto consolidado.

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