Foto: Reprodução

A deputada federal Maria Arraes (SD) representou Pernambuco no Encontro Internacional de Parlamentares Mulheres pelo Clima, realizado nesta quinta-feira (13) na COP 30, em Belém do Pará. Vice-líder do governo Lula na Câmara, ela participou de debates que destacaram o papel das mulheres na governança ambiental e a necessidade de articulação entre países para enfrentar os efeitos já evidentes da crise climática.

Ao longo do evento, Maria integrou três painéis. No primeiro, “Mulheres, Clima e Poder”, discutiu a presença e a influência feminina na formulação de políticas ambientais. No segundo, “Diálogo Interparlamentar para Fortalecer a Ação Climática e a Transição Justa na América Latina e no Caribe”, o foco recaiu sobre alianças regionais. Já o terceiro painel, “O Papel do Parlamento na Implementação das NDCs”, tratou da responsabilidade dos Legislativos no cumprimento das metas climáticas assumidas pelos governos nacionais.

Segundo a parlamentar, o debate climático deixou de ser uma discussão abstrata sobre o futuro. “O debate climático deixou de ser uma discussão sobre o futuro e passou a ser uma questão de sobrevivência no presente. Estar na COP 30 é reafirmar o compromisso de transformar projetos em ações concretas, capazes de reduzir os impactos que já sentimos em todo o mundo”, afirmou.

A atuação de Maria Arraes na conferência se conecta diretamente à sua agenda legislativa. A deputada é autora de uma proposta que recomenda ao Executivo a criação de um grupo de trabalho nacional permanente dedicado à prevenção de catástrofes climáticas. A iniciativa tem caráter intergovernamental e intersetorial e busca articular diferentes níveis de governo e setores da sociedade, diante da recorrência de episódios extremos no país, como enchentes no Rio Grande do Sul e em Pernambuco, secas na Amazônia e no Sertão e incêndios no Pantanal e no Cerrado.

O grupo sugerido contaria com representantes das Defesas Civis estaduais, secretarias de Meio Ambiente e Infraestrutura, órgãos federais como os ministérios das Cidades, da Integração e do Meio Ambiente, além do BNDES, universidades, organizações da sociedade civil e representantes do setor privado, compondo uma estrutura permanente de prevenção e planejamento.

Maria afirma que o país ainda opera sob lógica de reação às tragédias, e não de antecipação. “É inaceitável que os estados continuem investindo mais em remediar tragédias do que em preveni-las. Precisamos mudar essa lógica e priorizar políticas estruturantes de prevenção”, destacou.

A presença da deputada na COP 30 reforça sua tentativa de inserir o tema no centro da agenda legislativa, combinando articulação internacional e pressão para que o país avance na preparação para eventos climáticos extremos.

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