Foto: Janaína Pepeu / Secom

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Faltando poucos meses para o início da corrida eleitoral, a governadora Raquel Lyra (PSD) resolveu lançar uma edição “inédita” do Festival Pernambuco Meu País, criado para tentar competir com o grandioso Festival de Inverno de Garanhuns.

De acordo com a comunicação do governo, a ideia é ser uma “edição de verão”, que vai contemplar cidades da Região Metropolitana do Recife, onde a gestão patina na avaliação, e o litoral sul pernambucano.

Sem divulgar os valores referentes à estrutura, cachês e demais despesas, o festival de formato itinerante trará atrações nacionais como Xamã, Luísa Sonza, Capital Inicial, Priscila Senna, Cláudia Leitte e Duda Beat. Embora não estivesse previsto no calendário oficial do governo e tenha sido criado de última hora, a edição já se depara com a opinião crítica de bons observadores da política estadual.

Uma fonte, sob reserva, avaliou que o evento trata-se de mais uma “cartada da gestão” para tentar reverter a rejeição ao governo. Além disso, outra leitura possível diz respeito aos gastos com o festival, enquanto o estado enfrenta problemas graves em áreas como segurança, educação e saúde.

Assim como fez no meio do ano, a expectativa é que Raquel marque presença em todos os dias da programação, sempre subindo ao palco e fazendo o marketing político da gestão, avaliam algumas fontes. Dentro de alguns meses, já não será possível para a governadora estar em obras, festivais ou entregas públicas, por conta das restrições impostas pela legislação eleitoral. A corrida agora é contra o tempo.

O festival terá início em 5 de dezembro e seguirá durante o réveillon e ao longo de janeiro, nas cidades de Itamaracá e São José da Coroa Grande.

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