Foto: Nando Chiappetta / Alepe

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Conforme já noticiado anteriormente por este site, o presidente Lula da Silva (PT) desembarca em solo pernambucano nesta terça-feira (02/12), onde cumprirá duas importantes agendas. Uma, às 11h, no município de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, onde participará da cerimônia de ampliação da Refinaria Abreu e Lima (RNEST).

Logo depois, às 16h, Lula segue para a cidade de Cupira, no Agreste, para entregar a Barragem Panelas II, que integra o programa “Caminho das Águas”, com um investimento que totaliza R$ 66 milhões, e atenderá diretamente 169.423 habitantes nas cidades de Belém de Maria, Catende, Palmares, Água Preta e Barreiros.

Na ocasião, o presidente também fará o anúncio da retomada das obras da Barragem Igarapeba, em São Benedito do Sul, na Mata Sul.

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Movimentos políticos e gestos estratégicos

Porém, um fato que chama atenção para os bons observadores da política pernambucana é a participação garantida da governadora Raquel Lyra (PSD), que, apesar de distante politicamente do presidente e de flertar com partidos de direita, estará nos palanques do presidente.

Além de Raquel, outra presença confirmada é a do prefeito do Recife, João Campos (PSB), possível candidato ao Governo de Pernambuco em 2026.

Os gestos, neste caso, falam mais do que palavras. Desde o início do ano, Raquel fez um “rebrand” na gestão, passando a demonstrar maior independência e identidade própria. Na última visita do presidente Lula, ainda no mês de agosto, Raquel fez questão de manter sua agenda no interior do estado e deixou a cargo da vice, Priscila Krause, recepcionar a comitiva do presidente.

Naquela ocasião, a ausência foi interpretada pela imprensa e por formadores de opinião como um tipo de ruptura política. No mesmo dia, João Campos afirmou ser “soldado de Lula” e jurou fidelidade ao chefe do Executivo nacional. O fato não passou despercebido.

Ainda em outubro, Raquel dispensou a ajuda da União para bancar a reforma do Aeroporto Oscar Laranjeira, em Caruaru. Mesmo com recursos disponibilizados pelo Governo Federal, via PAC, a governadora optou por assumir integralmente os custos da obra.

Na época, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, chegou a afirmar se tratar de um “erro” a tentativa da gestão assumir sozinha “a paternidade da obra”.

Para alguns interlocutores, Raquel estaria “jogando a toalha” quanto ao apoio de Lula ao seu projeto de reeleição em 2026, uma vez que os gestos até aqui feitos pelo presidente indicam que ele estará com João Campos, repetindo a aliança PT-PSB em nível nacional.

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