Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Não é uma novidade, tampouco fato novo na política pernambucana, que o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, encontra no PL-PE um ambiente hostil e pouco amigável às suas propostas.

Desde 2024, quando ficou escancarada a disputa de protagonismo entre Machado e o presidente estadual da sigla, Anderson Ferreira, uma série de ações internas da direção vem minando os projetos políticos do bolsonarista, como o seu afastamento da direção municipal do partido.

Nome forte e competitivo na direita, Gilson acumula um grande capital político, segundo bons observadores da política estadual. Além disso, é visto como único nome do campo conservador capaz de evitar a fragmentação do eleitorado.

O próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, presidente de honra do PL, já expressou, outrora, em diversas ocasiões, que, em Pernambuco, seu candidato ao Senado é o sanfoneiro, que, mesmo enfrentando sanções pelo Supremo Tribunal Federal, tem se mantido bem em diversas amostras de intenção de voto. Isso, quando seu nome não é omitido.

O estopim da crise

Recentemente, uma matéria publicada no blog do colega Wellington Ribeiro chamou atenção por uma entrevista do deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL), amigo e aliado de última hora do ex-ministro. Feitosa foi categórico ao firmar apoio e endossar o nome de Anderson como candidato ao Senado, a quem rasgou elogios.

Essa talvez tenha sido a gota d’água. Logo em seguida, para o mesmo blog, Gilson afirmou que é o candidato de “Bolsonaro ao Senado, e ponto”. Prego batido e ponta virada. Mas no PL, parece que esse projeto não vai sair do papel.

Em 17 de novembro, este blog registrou os primeiros sinais de que Gilson poderia deixar o PL para buscar viabilizar sua candidatura. “Ele [Bolsonaro] já me disse em momentos anteriores que, caso eu não encontre ambiente dentro do meu partido, ele me apoiaria em qualquer partido que eu fosse para ser o senador de Pernambuco”, afirmou ao site de Jamildo Melo.

Na relação de possíveis destinos, o PP, de Eduardo da Fonte. Porém, na mesma ocasião, Gilson condicionou a decisão ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Com 2026 batendo à porta, o ex-ministro deve tomar uma decisão em breve sobre seu futuro político. A conferir.

Designed with WordPress

Descubra mais sobre Blog do Yan Lucca

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading