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Pernambuco ampliou de forma consistente sua presença na matriz elétrica nacional ao registrar um crescimento de 38,4% no número de sistemas de geração distribuída entre janeiro e novembro de 2025, na comparação com o mesmo período de 2023. Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e refletem a expansão da energia solar em telhados de residências e estabelecimentos comerciais em todo o estado.
Ao fim do período, Pernambuco contabilizava 32.274 sistemas solares residenciais e comerciais em operação, desempenho que coloca o estado na sétima maior alta do país nesse tipo de geração. O avanço ocorre em meio à ampliação das linhas de financiamento voltadas ao setor e à busca de consumidores por alternativas para reduzir o impacto dos custos da conta de luz.
A potência instalada desses sistemas chegou a 337.267,16 kW em 2025, consolidando a geração distribuída como um dos vetores centrais da transição energética em Pernambuco. Na prática, os sistemas permitem que a energia produzida seja consumida no próprio local, com compensação na fatura mensal, o que tem estimulado a adesão de pequenos negócios e famílias.
O acesso ao crédito aparece como um dos principais motores desse crescimento. No estado, o Sicredi registrou aumento de 16% na carteira de crédito destinada à energia solar entre 2024 e 2025, alcançando R$ 85 milhões em financiamentos ativos no segmento. O dado indica a ampliação do uso de crédito cooperativo para viabilizar projetos fotovoltaicos.
Segundo a coordenadora de Ciclo de Crédito da Central Sicredi Nordeste, Ana Paula Medeiros Vieira, a demanda por financiamento segue em trajetória de alta. “Observamos que cada vez mais famílias e empresas conseguem viabilizar seus projetos graças a condições atrativas, como taxas competitivas, análise simplificada e a possibilidade de financiar até 100% do investimento. Esses fatores reduzem barreiras históricas e tornam a adoção da tecnologia muito mais acessível”, afirma.
As linhas de crédito contemplam consumidores residenciais e empresas interessadas em produzir a própria energia e reduzir a dependência do sistema convencional. Para Ana Paula, o movimento vai além da economia imediata. “O aumento das solicitações mostra que os associados buscam soluções sustentáveis que ofereçam economia imediata e maior proteção frente aos reajustes da conta de luz. A energia solar cumpre exatamente esse papel”, reforça.
Além da redução mensal dos gastos, os sistemas fotovoltaicos trazem efeitos adicionais, como maior previsibilidade de custos, valorização do imóvel e aumento da autonomia energética. Em Pernambuco, onde a incidência solar é elevada ao longo de todo o ano, esse tipo de investimento tende a apresentar retorno mais rápido em relação a outras regiões do país.
“A equipe de especialistas do Sicredi tem acompanhado os associados desde a estruturação dos projetos até a escolha das soluções mais adequadas para cada perfil de consumo, garantindo que o investimento seja seguro, eficiente e alinhado à realidade de cada família ou negócio”, conclui a coordenadora.






