Foto: Reprodução / Redes Sociais
Nesta última quinta-feira (25), dia de Natal, o prefeito do Recife e nome favorito para a disputa ao Governo do Estado, João Campos (PSB), marcou presença na Cantata de Natal da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, onde dividiu espaço com a principal adversária, a governadora Raquel Lyra (PSD).
Embora parte da imprensa trate a visita como fato novo ou inédito, cabe lembrar que, como chefes do Executivo, as idas aos mais diversos templos e ocasiões fazem parte do calendário de ambos. Essas agendas acontecem com frequência, independentemente de eleições.
Mas, claro, a leitura política é válida. Assim como registrado na matéria “Raquel Lyra e João Campos disputam até o voto da Assembleia de Deus”, publicada em julho deste ano, os evangélicos representam 25,18% dos pernambucanos, segundo o Censo Demográfico do IBGE, realizado em 2022.
E esse público não pode ser ignorado. Em 2024, um levantamento feito pelo Ipespe, encomendado pela Febraban, analisou as cinco regiões do país e concluiu que cerca de 23% dos entrevistados consideram a fé do político como “importante” e 13% como “muito importante”.
Para 43% dos evangélicos, a fé é um fator crucial na escolha do voto, contra 46%, que afirmam não se importar com a religião do candidato.
Disputa silenciosa por narrativas religiosas
Dessa forma, tanto para João, quanto para Raquel, demarcar território e construir arranjos que dialoguem e flertem com a narrativa da fé é útil e definidor em qualquer pleito.
João Campos esteve presente ao lado de aliados, como o vereador Luiz Eustáquio, com forte ligação com a Assembleia de Deus. Já Raquel marcou presença com Eduardo da Fonte (PP), também com histórico de proximidade com a igreja evangélica.
Pelas redes sociais, o socialista agradeceu ao Pr. Ailton Alves, presidente da Assembleia, pelo acolhimento e pelo evento, que classificou como “muito bonito, de fé e música que toca nosso coração”. Na mesma linha, a governadora afirmou que a noite foi especial, “marcada por louvor e entrega”.
Com 2026 batendo à porta, ambos deverão marcar presença cada vez mais em momentos semelhantes, inclusive em outras denominações religiosas.






