Fotos: Amaro Lima e Roberta Soares / Alepe

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Após as revelações do Portal Metrópoles, expondo uma série de irregularidades na empresa de transporte intermunicipal Logo Caruaruense, pertencente ao pai da governadora Raquel Lyra (PSD), deputados de oposição cobraram explicações à gestão estadual.

Em nota à imprensa, o deputado Rodrigo Farias (PSB), presidente em exercício da Assembleia Legislativa, classificou a denúncia como grave e cobrou um posicionamento da gestora. O parlamentar também apontou para uma suposta contradição na estrutura administrativa da gestão. “Enquanto a Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI) multa e apreende veículos de trabalhadores e motoristas de Toyotas no Agreste pernambucano, fecha os olhos para as irregularidades cometidas pela empresa do pai da governadora. E que segue circulando livremente pelas estradas do Estado”, disse.

“É inaceitável que o governo use a mão pesada do Estado contra o pequeno trabalhador, ao mesmo tempo em que silencia diante de irregularidades que envolvem um empreendimento de dentro da própria família da governadora. Pernambuco exige uma resposta clara e imediata”, concluiu.

Relatório técnico e possíveis irregularidades

Ontem (14), este blog registrou o resultado do relatório técnico da Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI), apontando para graves irregularidades na operação da Logo Caruaruense, empresa da qual a governadora integrou o quadro de sócios até o ano de 2028.

Entre as irregularidades apontadas, está a idade da frota, que ultrapassa o limite legal de 10 anos, além de veículos com pneus carecas e cintos de segurança quebrados. O Governo do Estado é responsável pela fiscalização e eventuais aplicações de penalidades. No entanto, desde o início da gestão Raquel Lyra, nenhuma inspeção foi feita nos veículos, e a empresa acumula quase R$ 1 milhão em impostos (R$ 904.217,63, para ser exato).

O deputado Romero Albuquerque (UB) afirmou que formalizou uma denúncia no Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) e no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para apurar as irregularidades.

Romero chamou o governo de omisso e acusou a gestão de parcialidade nas fiscalizações, além da prática de prevaricação. “Já que é da família, não fiscaliza. Isso fere a moralidade, a legalidade e o respeito com o povo pernambucano”, disse.

“Não é uma simples falha, é favorecimento por interesses particulares. Se ficou provado que o governo sabia e mesmo assim não agiu, alguém precisa responder por isso”, concluiu.

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