Foto: Arquimedes Santos / Reprodução
A semana começou movimentada no Palácio dos Governadores, sede da Prefeitura de Olinda. A prefeita Mirella Almeida (PSD) fez uma verdadeira reforma no seu secretariado. A medida visa acelerar as entregas da gestão e chega após inúmeras críticas endereçadas à gestão serem feitas por opositores.
Cobrada por melhorias na zeladoria da cidade, a gestora decidiu “oxigenar o quadro” e mudou o comando das pastas de Gestão Urbana, Desenvolvimento Social, Saúde e Fazenda. Destas, apenas Ana Cláudia Callou, então secretária da Saúde, pediu para sair. Os demais foram exonerados.
Mudanças no secretariado
Para estancar a crise, a gestora escalou Rafael Arruda para assumir a Gestão Urbana, Cláudia Tabosa, atual presidente do Olinprev, que irá acumular o comando da Fazenda, e Eveline Aragão, interinamente, na Saúde. O nome de quem irá comandar o Desenvolvimento Social será divulgado nas próximas semanas.
Um dos opositores mais estridentes da gestão, o ex-vereador Vini Castello utilizou as redes sociais para comentar as mudanças. “Vivemos em uma cidade sem qualquer sinal de desenvolvimento e, agora, gestoras à frente de pastas estratégicas estão pedindo para sair, sem que a própria gestão apresente justificativas plausíveis. Isso só reforça a sensação de que nem quem compõe o governo consegue mais se manter em condições reais de servir à população”, escreveu.
“Imagine o nível de desorganização: novos secretários chegando, sem tempo de alinhamento, com problemas acumulados e uma gestão em crise”, segue.
“E quem paga essa conta? O povo olindense. Mais uma vez, a população terá que esperar enquanto novos nomes tentam se organizar, entender o que já estava em andamento e, só então, mostrar algum resultado”, concluiu.
Alertas do Tribunal de Contas
Em outubro do ano passado, o Blog registrou com exclusividade o alerta feito pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) a municípios pernambucanos, incluindo Olinda, quanto a inadimplências com empresas de gestão de resíduos sólidos. As conclusões ocorreram após auditorias nos anos de 2023, 2024 e 2025.
Mesmo não constando no processo, conforme apurações feitas por este site, só no município de Olinda a dívida é de R$ 2 milhões com a empresa Central de Tratamento de Resíduos Ltda. Em agosto de 2025, o próprio TCE emitiu um alerta, por meio do conselheiro Carlos Neves, responsável pelo acompanhamento das contas do município.






