Fotos: Ricardo Stuckert / PR
Está marcada para a próxima quinta-feira (29) a reunião do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), instância interna do PT, para deliberar sobre os rumos que o partido irá adotar nas eleições de 2026. Com a reeleição de Humberto Costa já certa como prioridade, resta à legenda discutir as candidaturas proporcionais e em qual palanque irá compor: João Campos (PSB) ou Raquel Lyra (PSD).
Mesmo com tendências claras para que o partido marche com João Campos, internamente o assunto ainda deve ser debatido e deliberado. Figuras centrais da sigla, como o presidente do PT-PE, deputado federal Carlos Veras, a senadora Teresa Leitão e o próprio senador Humberto Costa defendem uma aliança com os socialistas.
Em contrapartida, a bancada de deputados estaduais, com destaque para João Paulo e Rosa Amorim, defendem que o partido esteja com a governadora Raquel Lyra na sua tentativa de reeleição.
O próprio deputado João Paulo já chegou a expressar seu desejo pessoal de ter, em Pernambuco, até três palanques para Lula, incorporando o projeto do PSOL, com a pré-candidatura de Ivan Moraes. A fala gerou polêmica, sobretudo porque o petista supostamente diminuiu a relevância do apoio de Lula no pleito.
“O nosso senador Humberto já perdeu para governador com apoio de Lula. Marília perdeu com apoio de Lula. Eu já perdi com apoio de Lula”, afirmou João Paulo. “O fato de subir no palanque não tem um peso significativo”, completou.
Reações no PT e expectativa sobre a decisão
A declaração logo gerou reações. O 1º vice-presidente do PT-PE, Felipe Cury, afirmou que as falas do deputado refletiam apenas opiniões pessoais e que o partido “não pode aceitar conveniências que se sobreponham ao protagonismo de Lula, ao compromisso com a vitória do nosso projeto e à melhoria da vida do nosso povo”, escreveu.
Com o encontro do grupo, nesta próxima semana, os caminhos irão ganhar mais clareza e o debate ganhará novos contornos.






