Foto: Reprodução / SDS
Na manhã desta segunda-feira (26), a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco convocou uma coletiva de imprensa para detalhar as informações veiculadas na reportagem exibida no Domingo Espetacular, da TV Record, apontando para um suposto esquema de espionagem da Polícia Civil contra adversários políticos da governadora Raquel Lyra (PSD).
Para responder às perguntas dos jornalistas, foram escalados o secretário da pasta, Alessandro Carvalho, e o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Felipe Monteiro. Segundo Alessandro, a governadora deu uma ordem direta para que todos os fatos fossem esclarecidos à imprensa.
De acordo com o secretário, não houve irregularidades nas diligências realizadas para apurar uma denúncia inicial de que um veículo da gestão municipal estava sendo utilizado para ilegalidades. Alessandro negou qualquer tipo de espionagem feita pela Polícia Civil e classificou os fatos como “narrativa”, além de minimizar as acusações.
Esclarecimentos da Secretaria de Defesa Social
Alessandro garantiu que não houve acompanhamento de rotina do secretário ou de seus familiares durante o período de agosto a outubro, intervalo em que as diligências foram realizadas. “Não há perseguição política alguma”, garantiu, defendendo o trabalho técnico da corporação. “Se chegam informações [denúncias], vamos averiguar”, completou.
Já o chefe da Polícia Civil, Felipe Monteiro, reduziu os fatos à suposta tentativa de criminalizar o trabalho de investigação dos agentes. “Não investigamos pessoas, investigamos fatos”, afirmou.
Reafirmando que não houve acompanhamento ou vigilância, uma vez que a denúncia inicial dizia respeito apenas ao veículo, foi informado que, ao final das diligências, não foi constatada nenhuma irregularidade ou fato que justificasse a abertura de um inquérito.
Grupo de WhatsApp, rastreador e investigação interna
Sobre o grupo de WhatsApp e a suposta influência política, os representantes garantiram que as informações eram restritas aos agentes, sem serem repassadas a outras instâncias. Em relação ao rastreador, foi afirmado que não seria necessária autorização judicial ou procedimento semelhante para a sua utilização, por se tratar de técnica de investigação.
Alessandro não confirmou quem adquiriu o rastreador, mas disse que os agentes dispõem do chamado “suprimento de fundo”, que pode ser utilizado nessas situações. “Matéria totalmente tendenciosa”, disse o secretário, ao se referir à violação das técnicas da Polícia.
Sobre quem teria vazado as informações do grupo, Carvalho afirmou que a Polícia trabalha com uma linha de investigação contra um agente que foi flagrado, no ano passado, se encontrando com o presidente da Câmara de Vereadores de Ipojuca, supostamente repassando informações de outras investigações.






