Foto: Jarbas Araújo / Alepe

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Nesta quarta-feira (04), a oposição na Assembleia Legislativa mexeu na ferida e voltou a repercutir a polêmica envolvendo a empresa de transporte intermunicipal Logo Caruaruense, do pai da governadora Raquel Lyra (PSD), João Lyra.

O deputado Júnior Matuto (PRD) levou à tribuna da Casa uma porta de um veículo, uma bag de encomendas e um tanque de motocicleta com o adesivo da empresa de transporte que encerrou suas atividades após várias irregularidades serem reveladas pela imprensa, com base em um relatório da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI).

O parlamentar associou o assunto ao início da cobrança do IPVA e do seguro obrigatório, que trabalhadores que dependem do veículo para garantir renda, como motoristas de aplicativo, taxistas, motoboys, operadores de delivery e pequenos comerciantes, precisam pagar. Júnior classificou as ações como “dois pesos e duas medidas” da gestão estadual.

“Janeiro chega com a ressaca do cartão estourado, das contas acumuladas, e logo vem o que o povo chama de caça às bruxas: IPVA, seguro obrigatório e blitz atrás de blitz. O trabalhador não quer deixar de circular porque precisa trabalhar”, afirmou.

Tratamento desigual e reação do governo

De acordo com o deputado, existe um tratamento desigual do Governo do Estado, que fez durante os últimos anos “vista grossa” para as inúmeras irregularidades da empresa de transporte.

O Blog do Yan Lucca acompanhou todo o processo desde o vazamento do relatório, apontando falta de manutenção e vistorias na frota composta por 50 ônibus, além de impostos atrasados que somavam quase R$ 1 milhão em débitos.

Para sanar de imediato a crise e evitar maior desgaste, a governadora Raquel Lyra anunciou o fechamento da empresa e a interrupção da operação da antiga Caruaruense, que foi substituída pela Progesso, que assumiu as linhas. Para Júnior Matuto, no entanto, o episódio escancara um padrão de seletividade na atuação do governo.

“Por que para o trabalhador tem rigor, fiscalização e punição, e para a empresa do pai da governadora não houve nenhum tipo de fiscalização durante três anos? Isso é conveniência, é distanciamento da realidade do povo e é dois pesos e duas medidas”, criticou.

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