Foto: Reprodução / PSD
A Câmara Municipal de Olinda analisa quatro novos pedidos de impeachment contra a prefeita Mirella Almeida (PSD). Todos foram protocolados pelo advogado Antônio Campos, ex-candidato à prefeitura da cidade em 2024.
De acordo com informações preliminares, os pedidos de impeachment giram em torno de suposta apresentação de uma prestação de contas fictícia do Carnaval de 2025, inadimplência estimada em cerca de 65% junto a fornecedores e pagamento seletivo, com possível quebra da ordem cronológica de empenhos. O pedido também menciona ausência de resposta a requerimentos de informação formalmente protocolados por vereadores e problemas na coleta de lixo, com acusações de irregularidades e falta de transparência nos contratos e aditivos do serviço.
Segundo o presidente da Casa Bernardo Vieira de Melo, vereador Saulo Holanda (MDB), as propostas foram encaminhadas para análise da Procuradoria e somente após o parecer técnico serão apreciadas pelo plenário. Para a admissibilidade dos pedidos, é necessário o voto de cinco vereadores.
Há expectativa de que os pedidos sejam votados nesta quinta-feira (05), mas, segundo Saulo, a expectativa é de que não sejam aprovados pelos vereadores. “Acredito que os amigos (vereadores) não vão votar a favor, porque ele (Antônio Campos) vem o tempo todo colocando esses pedidos de impeachment. É a mesma coisa o tempo todo e sem muito fundamento. Eu tenho que botar para votação. Mas, pela conversa que eu tive com os amigos, não aprova isso não”, disse em entrevista ao Diário de Pernambuco.
Reações políticas e posicionamento da prefeita
O presidente da Casa também está na mira. Campos entrou com uma queixa-crime, por crime de responsabilidade, contra Saulo, que o classifica como “uma pessoa que não aceitou a derrota”.
Em nota, a prefeita Mirella Almeida minimizou os pedidos, afirmando estar tranquila em relação aos fatos, mas lamentou o uso do instrumento de forma banalizada. “A prefeita de Olinda, Mirella Almeida, encara com serenidade e responsabilidade os pedidos de impeachment apresentados, mas lamenta profundamente que um instrumento constitucional tão relevante esteja sendo utilizado de forma politiqueira, com o objetivo de criar instabilidade e tentar transformar gestores públicos e o próprio processo democrático em reféns de disputas políticas e interesses menores”, afirma.
A gestora também garantiu que “sempre respeitou a legalidade, as instituições e o devido processo legal”, atuando pautada pela “transparência, pelo diálogo e pelo compromisso com a cidade e com a população de Olinda”.
Mirella também relembra que teve decisões favoráveis, nunca sofrendo derrotas judiciais, a partir de pedidos feitos por Antônio Campos. “Por fim, a prefeita reafirma que seguirá concentrada no trabalho, na entrega de resultados e no cuidado com Olinda, sem se deixar desviar por tentativas de politização excessiva que não contribuem para o desenvolvimento da cidade nem para o fortalecimento da democracia”, finaliza.
Em 2025, Mirella foi alvo de outro pedido de abertura de impeachment, também de autoria de Campos. A proposta foi rejeitada pelos vereadores da Câmara, com 13 votos contra e dois à favor.







