Fotos: Reprodução / Câmara do Recife
“O inimigo do meu inimigo é meu amigo”, já dizia o ditado. Na política, esta premissa pode soar comum, haja vista a quantidade de vezes em que se veem lados opostos unidos em prol de um interesse comum.
No início da semana, o Blog do Yan Lucca registrou possíveis acenos da vereadora Jô Cavalcanti (PSOL) a Raquel Lyra (PSD), como a divulgação de um programa da gestão e a presença em uma área VIP do Festival PE Meu País, também do governo. No fim do dia, a parlamentar retornou, esclareceu se tratar de casualidades provenientes da sua atuação e afirmou que faz “críticas e cobranças a ambas as gestões, mas sempre com responsabilidade”.
Reações nos bastidores
A resposta, porém, não convenceu alguns bons observadores da política municipal, que veem, na atitude da parlamentar, um tipo de parcialidade, mesmo com o seu partido tendo posicionamentos duros às gestões de João Campos (PSB) e de Raquel Lyra, apresentando-se como uma espécie de terceira via no estado, com a pré-candidatura de Ivan Moraes ao Governo.
A última movimentação da vereadora aconteceu ontem, quando decidiu aderir a um movimento da oposição na Câmara do Recife, liderado pelo vereador Thiago Medina (PL), requerendo a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra a gestão Campos, a partir da polêmica sobre a nomeação de um procurador em vaga PCD.
Sim. Trata-se de PSOL e PL juntos, pela mesma causa. “Um vale tudo”, afirmam fontes da Casa de José Mariano ao Blog.
Votação e posicionamento público
Durante a votação de um pedido de impeachment contra o prefeito, Jô se absteve, reafirmando, durante justificativa de voto, que o caso deveria ser apurado.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, a parlamentar confirmou seu posicionamento favorável à CPI. Lembrou que, no ano passado, fez um requerimento solicitando a presença do procurador-geral do município, mas que não foi aprovado em plenário. “A CPI é um instrumento legítimo de fiscalização do Poder Executivo. Se não tem nada a esconder, explicar é o básico”, afirmou. “É importantíssimo que esse caso seja investigado com isonomia e responsabilidade. Meu lado é os direitos humanos, do povo do Recife e de uma Câmara que fiscalize”, concluiu.
Jô é pré-candidata ao Senado Federal pelo PSOL.







