Foto: Reprodução / G1
Até agora, o Governo de Pernambuco não enviou as documentações exigidas pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS), que conduz uma auditoria no Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizado no município de Garanhuns. As revelações foram feitas pela coluna Andreza Matais, no Portal Metrópoles.
Auditoria envolve aumento expressivo de repasses
A unidade, cujo um dos sócios é o marido da vice-governadora Priscila Krause, passou a ser auditada após denúncia de superfaturamento, envolvendo o aumento de 42% nos repasses do SUS, que passaram de cerca de R$ 500 mil anuais para R$ 60 milhões entre 2023 e 2025.
Além disso, de acordo com informações preliminares, no ano passado foram feitos 25 repasses financeiros que somaram R$ 3 milhões. A realização dos pagamentos coincidiu com momentos em que Priscila Krause assumiu interinamente o governo do estado.
Segundo o Metrópoles, o Governo não entregou os documentos que justificassem os aumentos nos repasses, aditivos contratuais e exclusividade na oferta de modalidades, como nefrologia. Ainda conforme a coluna, a gestão pediu o adiamento do prazo, somando 20 dias para se explicar, mas sem apresentar nenhum documento.
O último prazo venceu nesta quarta-feira (4/2).
Governo vê motivação política
Nos bastidores, a governadora interpreta a auditoria como uma tentativa da oposição de desgastar o governo. Raquel esteve em Brasília, onde se reuniu com o presidente Lula da Silva (PT) para se queixar das supostas investidas da oposição.
A denúncia em relação ao hospital foi protocolada pelo deputado federal Rodrigo Farias (PSB), aliado do prefeito João Campos, principal adversário de Raquel.
O Governo, por sua vez, nega todas as informações. “É mentirosa a afirmação de que a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tenha recebido R$ 100 milhões entre os anos de 2023 e 2025. Nesse período, foram repassados aproximadamente R$ 67 milhões à instituição pelos serviços prestados”, afirmam.
“Nos períodos em que a vice-governadora Priscila Krause esteve como governadora em exercício, o valor transferido totalizou R$ 2.444.419,91. Também é mentirosa a afirmação de que os repasses teriam sido de R$ 37 milhões”, completam.
Segundo a gestão, a demora para o envio dos documentos está atribuída ao “volume de documentos requerido”, e ficou definido com a equipe da auditoria o dia 20/02 para o envio da documentação.






