Foto: Reprodução / Internet
Neste último domingo (15), o presidente Lula da Silva (PT) foi o grande homenageado da escola Acadêmicos de Niterói, no Sambódromo, na Marquês de Sapucaí. Intitulado Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil, o samba-enredo encenou a trajetória do presidente e momentos marcantes de sua vida.
Com três mil componentes, divididos em 25 alas e cinco carros alegóricos, o desfile retratou a eleição da presidente Dilma Rousseff, o impeachment e a ascensão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), representado pelo palhaço Bozo, que posteriormente aparece preso, conduzido por uma figura que remete ao ministro Alexandre de Moraes.
O presidente Lula acompanhou de perto a homenagem. Estiveram com o petista no camarote da prefeitura o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Anielle Franco (Igualdade Racial), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Camilo Santana (Educação), além da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Reações da oposição e questionamentos jurídicos
O episódio, no entanto, não passou despercebido aos olhos atentos da direita brasileira e pernambucana, que criticou o desfile antes mesmo de sua realização, sob o argumento de propaganda eleitoral antecipada.
Em Pernambuco, setores da direita seguiram a mesma lógica. O vereador recifense Gilson Machado Filho (PL) protestou por meio de suas redes sociais. Afirmou que o único presidente preso por corrupção foi Lula e que “o desfile foi uma propaganda eleitoral antecipada em rede nacional e financiada com dinheiro público”, escreveu. “O que pode caracterizar irregularidade e, em tese, torná-lo inelegível. Por muito menos, Bolsonaro ficou inelegível”, concluiu.
O também vereador Eduardo Moura (NOVO) repostou uma opinião do presidente nacional da legenda, Eduardo Ribeiro, afirmando que, a partir do momento em que Lula registrar sua candidatura à reeleição, o partido “ajuizará uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), requerendo a cassação do registro e sua inelegibilidade”.
Na mesma linha, o deputado estadual Alberto Feitosa (PL) repostou um vídeo produzido por Inteligência Artificial, no qual o enredo do desfile é substituído por polêmicas associadas ao governo, como mensalão, Banco Master, Petrolão e frases de efeito como “Cadê minha picanha?”.
Outro parlamentar que também se manifestou foi o deputado federal Pastor Eurico (PL), que traçou uma comparação com os atos de 7 de Setembro promovidos por Bolsonaro durante seu mandato, quando foi acusado de propaganda eleitoral antecipada. “E agora o Rio de Janeiro, esse carnaval aí, essa escola de samba, essa homenagem a Lula, é o quê? Aí é campanha antecipada. E tem mais: com boa parte de investimento público”, afirmou em vídeo.
A deputada federal Clarissa Tércio (PP) comentou a representação de Bolsonaro no desfile. “O desfile em homenagem a Lula na Sapucaí foi além da exaltação política. Teve até encenação do ministro Alexandre de Moraes colocando ‘Bozo’ atrás das grades. Tudo isso bancado com dinheiro público”, escreveu.







