Foto: José Cruz / Agência Brasil
Uma pesquisa recém-divulgada pela Quaest trouxe o levantamento a respeito da confiabilidade nas urnas eletrônicas pelos brasileiros. De acordo com o levantamento, 53% dos brasileiros concordam com a afirmação de que as urnas eletrônicas são confiáveis, enquanto 43% afirmaram discordar do ponto levantado. Enquanto isso, 1% afirma não concordar nem discordar e 3% não sabem ou não quiseram responder.
Quando o recorte regional é feito, o Nordeste lidera em confiabilidade. No total, 59% afirmaram confiar nas urnas eletrônicas, enquanto 37% discordaram. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. A metodologia usada para realizar o levantamento consistiu em entrevistas realizadas presencialmente, em domicílios, com aplicação de questionário estruturado.
Diferenças regionais
Ainda a partir do recorte feito pelas regiões, no Sudeste, 54% afirmaram confiar no sistema, enquanto 42% discordam. No Sul, 48% concordaram e 48% discordaram. Já no Centro-Oeste/Norte, 47% concordam e 48% discordam.
Entre os entrevistados que responderam confiar no sistema, 75% declararam ter votado no presidente Lula da Silva (PT) no segundo turno. Enquanto isso, outros 26% afirmaram ter votado em Jair Bolsonaro, e 59% disseram ter votado em branco, nulo ou não comparecido às urnas.
Entre os que não confiam, 22% afirmaram ter votado em Lula, 69% em Bolsonaro e 38% disseram ter votado em branco, nulo ou se abstido.
A confiabilidade é maior entre pessoas da faixa etária de 16 a 34 anos: elas representam 57%, enquanto 40% desacreditam. Entre 35 e 59 anos, 50% afirmaram acreditar no sistema e 47% desacreditam. Já na faixa de 60 anos ou mais, 53% concordam com a confiabilidade do sistema, enquanto 38% discordam.
A confiança também é maior entre os que recebem até dois salários mínimos. Nesse grupo, 55% afirmam acreditar no sistema, contra 40%. Quando o recorte é feito entre os que ganham de dois a cinco salários mínimos, 52% concordam e 44% discordam. Já entre os que têm renda superior a cinco salários mínimos, 52% afirmam confiar, enquanto 45% dizem não confiar.







