Foto: Nando Chiappetta / Alepe
Para o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, a vitória do pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), sobre a atual governadora já é certa. Tanto que, em entrevista à Rádio Jornal Pernambuco, o líder afirmou que o partido irá trabalhar para ampliar sua base na Assembleia Legislativa de Pernambuco, de olho em uma maior governabilidade de um eventual governo socialista.
Segundo Sileno, Campos tem demonstrado diálogo com os vereadores e capacidade de unir, em sua gestão à frente da Prefeitura do Recife, o que alimenta a expectativa sobre um eventual governo a partir de 2027.
“A relação que ele tem com a Câmara é de respeito, de muita cumplicidade no sentido de trazer benefícios para a cidade. Assim é que deve funcionar o Poder Legislativo com o Poder Executivo. Eu tenho certeza de que a nova formação da Assembleia, se o governador for realmente João Campos, vai ter, junto a ele, uma condição de fazer os seus trabalhos de forma muito harmônica com o Poder Executivo”, disse.
Estratégia eleitoral e críticas à gestão atual
Sileno fez questão de enfatizar que a eleição de João Campos ao Governo hoje é a prioridade principal do partido, o que aumenta a responsabilidade sobre a formação da chapa proporcional. “A gente está se organizando para ter uma bancada forte, que represente todas as regiões do estado: a Mata, o Agreste, o Sertão, a Região Metropolitana. O PSB elegeu 13 deputados estaduais em 2022. A gente vai procurar fazer uma chapa que dê ao futuro governador João Campos uma tranquilidade para garantir a sua governabilidade. Agora, a gente precisa ter uma base aliada na Assembleia, para não acontecer o que está acontecendo hoje”, completou.
Ao comentar sobre a gestão Raquel Lyra, o líder socialista fez questão de afirmar que a falta de governabilidade da atual gestão recai sobre a própria governadora. “Todo mundo sabe disso. Todo mundo sabe a dificuldade que a governadora tem de dialogar com o presidente Álvaro Porto, de dialogar com os deputados estaduais, de trafegar pela Assembleia com tranquilidade, embora a Assembleia nunca lhe tenha negado nenhuma proposição que foi enviada pelo Poder Executivo. A falta de diálogo, a falta de entendimento, a intransigência e a intolerância fizeram com que, mesmo com maioria na Assembleia, a governadora não tivesse uma relação política amistosa com a Casa de Joaquim Nabuco”, ponderou.






