Foto: Vanessa Alcântara / Prefeitura do Recife
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), não deixou passar em branco a atitude do vereador Osmar Ricardo (PT), que assinou a CPI para investigar supostas irregularidades no resultado do concurso público para procurador do Recife.
Na noite desta segunda-feira (02), horas após o fato, o prefeito devolveu o então secretário Marco Aurélio Filho à condição de vereador, fazendo com que Osmar voltasse à condição de 1º suplente. O movimento já era especulado nos bastidores; afinal, o petista só ocupava a cadeira após uma articulação de João Campos, que, no início da atual legislatura, convidou dois vereadores para ocuparem o time do secretariado.
Marco Aurélio comandava a Secretaria de Direitos Humanos e Juventude, que agora passa a ser chefiada por Diogo Stanley, que já atuava como secretário executivo da pasta. O prefeito agradeceu a Marco e falou da parceria construída. “Marco deu uma contribuição importante para fortalecer as políticas de direitos humanos e juventude no Recife, com diálogo, sensibilidade e compromisso social. Agradeço pelo trabalho realizado e tenho certeza de que seguiremos alinhados, agora também na Câmara, defendendo as pautas que ampliam direitos e promovem inclusão na nossa cidade”, afirmou.
Por sua vez, o agora vereador Marco Aurélio agradeceu ao prefeito e garantiu a continuidade da parceria. “Foi uma honra contribuir com essa política pública tão importante para a cidade. Retorno à Câmara com o compromisso de seguir colaborando e estarei sempre à disposição para ajudar no que for necessário. Sou um soldado de um time que se acostumou a fazer mais e diferente”, disse.
Movimento repercute na Câmara do Recife
Como registrado mais cedo, em uma atitude independente, Osmar somou-se ao grupo de oposição na Câmara do Recife, sendo o décimo terceiro vereador a assinar a CPI contra a gestão Campos.
O presidente do PT-PE, deputado Carlos Veras, afirmou mais cedo que a atitude de Osmar não refletia o posicionamento do partido sobre o assunto e, sim, uma posição pessoal do então parlamentar. Na mesma linha, Felipe Cury, 1º vice-presidente da legenda, lamentou a postura do correligionário.
“Lamento o presidente do PT [Recife] ter feito isso sem debater com o partido, ainda mais considerando as contingências que envolvem essa CPI e quem solicitou”, afirmou, fazendo referência ao fato de a CPI ter sido solicitada pelo vereador Thiago Medina, do PL.






