Embora a visita do presidente nacional do PT, Edinho Silva, ao Recife, tenha sido cancelada em cima da hora, não foi um impedimento para o prefeito e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), sentar à mesa com o líder petista e definir os próximos passos no Estado.
Prestes a se desincompatibilizar do cargo de prefeito para dedicar-se integralmente à campanha, Campos se reuniu com o petista direto de Brasília. Quem também participou da conversa, direto do escritório político de Edinho, foi o senador Humberto Costa (PT-PE).
Circula nos bastidores a informação de que o PT fixou um preço ao apoio integral à candidatura de João: apenas dois nomes disputando o Senado pela frente, sem candidaturas avulsas integradas ao projeto. A medida visa evitar a fragmentação do voto.
Além disso, o PT nacional também deixou João Campos à vontade para escolher o segundo nome que poderá eventualmente compor a chapa da Frente Popular, ao lado de Humberto Costa.
O “problema” é que existe uma lista de pretendentes que se alinham ao projeto político de João Campos, a exemplo do ministro Silvio Costa Filho (Republicanos), Marília Arraes, que está prestes a deixar o Solidariedade pelo PDT, e Miguel Coelho (UB).
Em contato com uma fonte petista, o blog foi informado que uma ala do partido em Pernambuco defende uma composição com Silvio Costa Filho. O assunto já foi registrado pelo Blog do Yan Lucca, em 14 de fevereiro, na edição “Embora longe de uma definição sobre apoios ao Governo do Estado, PT-PE tem tendências e não esconde”.
Em agosto de 2025, o blog também registrou em primeira mão uma fala de Silvio, no 17º Encontro Estadual do Partido dos Trabalhadores, onde declarou que seu partido irá apoiar a reeleição de Humberto Costa para o Senado Federal. “E eu quero publicamente pela primeira vez, dizer que independente de qualquer posição aqui em Pernambuco, nós estaremos ao lado e apoiando a reeleição de Humberto Costa para ser senador da república pelo estado de Pernambuco. Por que o presidente Lula precisa eleger aliados, pessoas que ele confie para a partir de 2027 estar no senado federal, batendo lança, batendo trincheira, defendendo a democracia e o seu governo, nesse enfrentamento ao bolsonarismo que tem feito mal à democracia, às instituições e ao povo brasileiro”, declarou.






